
Ex-presidente diz que medida anunciada pelo republicano “tem muito mais, ou quase tudo, a ver com valores e liberdade, do que com economia”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 13, que “não se alegra” com a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros e defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como forma de conter as sanções econômicas.
“A carta do Presidente Donald Trump tem muito mais, ou quase tudo, a ver com valores e liberdade, do que com economia.
Não me alegra ver sanções pessoais, ou familiares, a quem quer que seja. Não me alegra ver nossos produtores do campo ou da cidade, bem como o povo, sofrer com essa tarifa de 50%.
Todos conhecem a forma como o chefe da maior potência do mundo negocia. Há pouco seu vice disse na Europa, que não mais colocaria recursos do contribuinte americano para defender países que deixaram de lado valores comuns a seus povos.
O tempo urge, as sanções entram em vigor no dia 1° de agosto. A solução está nas mãos das autoridades brasileiras. Em havendo harmonia e independência entre os Poderes nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia também a paz para a economia.”
- O que falta para o Brasil ser a Terra Prometida do Ocidente:
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 13, 2025
1- A carta do Presidente @realDonaldTrump tem muito mais, ou quase tudo, a ver com valores e liberdade, do que com economia.
2- Não me alegra ver sanções pessoais, ou familiares, a quem quer que seja. Não me alegra…
A medida do republicano foi anunciada na quarta-feira, 9, em uma carta divulgada na Truth Social.
No texto, Trump afirma que o julgamento de Bolsonaro “não deveria estar acontecendo” e cita uma suposta censura do governo brasileiro a empresas americanas de tecnologia como justificativa para a sobretaxa.
Em nota assinada em conjunto com um ativista bolsonarista, o deputado Eduardo Bolsonaro responsabilizou Moraes por Trump ter decidido implementar tarifas de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
O deputado celebrou sua articulação internacional pela criação da “Tarifa-Moraes”, batizada por ele em alusão às “violações” do ministro contra “jornalistas, cidadãos, residentes dos Estados Unidos” e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Enquanto o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes colecionavam violações de direitos humanos contra jornalistas, contra cidadãos e residentes dos Estados Unidos, também avançavam sobre o líder maior da oposição, o ex-presidente Jair Bolsonaro, negando-lhe garantias mínimas de legalidade, defesa e presunção de inocência na forma da farsa de um julgamento quase sumário em um tribunal de exceção.
Em reação às restrições de vistos para violadores da liberdade de expressão anunciadas pelo governo americano recentemente, o Supremo resolveu retaliar. Já na semana seguinte à medida, a corte pautou — e decidiu — por uma revogação parcial do Marco Civil da Internet, medida que inviabiliza o funcionamento regular das redes sociais americanas no Brasil. Um ataque direto à liberdade de expressão com consequências globais”, diz trecho.Leia mais: Eduardo Bolsonaro celebra “tarifa-Moraes”
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