Cidades Explosão de caminhão
“Meu filho chora para voltar para casa”, diz vítima de explosão de caminhão
“Meu filho chora para voltar para casa”, diz vítima de explosão de caminhão
11/07/2025 18h39
Por: Redação Fonte: Diario de Pernambuco

"Meu filho chora para voltar para casa", diz vítima de explosão de caminhão.

 

Helena Cristina, com os dois filhos de 14 e 9 anos, estão em uma casa alugada e sem móveis, após precisarem sair do abrigo municipal. Eles receberam R$300 do Aluguel Social da prefeitura, mas perderam o direito a refeições.

As famílias da Comunidade de Cosme e Damião, em Igarassu, no Grande Recife, atingidas pela explosão do caminhão-tanque que tombou na BR-101, na quinta–feira (10), sofrem para tentar retomar a rotina.

Uma das moradoras mais atingidas pelo incêndio foi a doméstica Helena Cristina, de 36 anos, que teve a casa totalmente destruída.

Nesta sexta (11), horas após o sinistro, ela contou a uma equipe do Diario de Pernambuco como está sendo difícil reconstruir a vida com os filhos de 14 e 9 anos.

“Meus filhos estão muito abalados psicologicamente. O mais novo chora direto, pede para voltar para casa. Ele fala para mim que quer ver a casa dele. Estamos muito abalados com tudo que aconteceu,” afirmou Helena.

Ela e os filhos, assim como outra família afetada pelo sinistro, tiveram que sair do abrigo montado no Complexo de Tecnologia, Empreendedorismo e Negócios (CTEN) nesta sexta (11).

Eles receberam R$ 300 do Aluguel Social da Prefeitura, que será mantido por tempo indeterminado.

Porém, ambas as famílias perderam o direito a fazer as refeições que eram disponibilizadas no local.

“Eu consegui uma casa alugada, mas não tenho móveis. A Prefeitura até disponibilizou alguns colchões, travesseiros e lençóis, mas não falaram nada sobre a alimentação. Eu até recebi uma doação de uma cesta básica de um senhor, mas como vou fazer a comida sem um fogão”, desabafou Helena.

Segundo ela, o valor disponibilizado pela Prefeitura de Igarassu é muito pouco para que ela possa reconstruir a sua vida e que precisou até conversar com a dona da casa alugada para baixar o preço.

“Eu precisei conversar com a dona da casa em que estou para baixar o preço do aluguel, pois não tem casa por R$ 300 aqui em Igarassu. Eu até pensei que a assistência seria maior, pois tenho dois filhos e perdi tudo”, lamenta.

Até a última atualização desta matéria, Helena não tinha sido informada sobre quem vai pagar a reconstrução da casa. Apesar disso, a doméstica ainda tem fé de que conseguirá retomar a rotina.

“Eu tenho fé de conseguir novamente a minha casa e meus móveis. A gente tem que confiar e creio que tudo vai dar certo. Eu vim do pouco e creio que eu vou conseguir novamente,” finalizou.

Situação da área

De acordo com o secretário de Comunicação e Imprensa da Prefeitura  de Igarassu, Alex Moriá, duas casas foram interditadas permanentemente, enquanto as outras estão sob avaliação.

Apesar disso, alguns moradores retornaram para as casas, mesmo com a orientação do Corpo de Bombeiros de que o retorno só seria permitido após dois dias do incidente, diante do risco de intoxicação.

A reportagem do Diario de Pernambuco entrou em contato com a Neoenergia para saber se o fornecimento de energia havia sido restituído na localidade, mas não recebemos retorno até a publicação da matéria.

Já o fluxo da BR-101 no sentido João Pessoa foi normalizado, com as três faixas livre, por volta das 19h da quinta (10), segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Adeilson Calixto (@cuca.drone)