Governo promete veto
Contrário às propostas, Milei já anunciou que vetará os pacotes aprovados. Ele também ameaçou levar a questão à Justiça caso o Congresso derrube o veto.
“Mesmo que a Justiça fosse surpreendentemente rápida, o dano seria mínimo. Uma simples mancha que reverteremos em dois meses”, declarou o presidente.
A proposta de moratória permite que cidadãos argentinos sem o tempo mínimo de contribuição possam se aposentar, ampliando o alcance da previdência em um país com histórico de informalidade no mercado de trabalho.
A medida foi criticada pelo governo, que vê riscos à estabilidade fiscal em meio a um cenário de forte ajuste das contas públicas.
Racha
A crise entre Milei e Villarruel ganhou corpo nas redes sociais, com a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, exigindo publicamente que a vice deixasse o plenário.
“Não seja cúmplice do kirchnerismo destrutivo. Pelo menos siga do lado do povo que a elegeu para mudar este país”, escreveu Bullrich em tom duro.
A vice, que integra a chapa eleita em 2023, vem de uma família com tradição militar e já divergiu do presidente em temas sensíveis, como a memória da ditadura argentina (1976–1983).
Villarruel tem minimizado os crimes do regime militar, ao passo que Milei evita se posicionar diretamente sobre o tema, embora busque apoio entre setores conservadores.
As divergências se tornaram públicas ainda em 2024, quando Milei afirmou que Villarruel não participava da formulação das decisões do governo e estaria próxima do chamado “círculo vermelho” da política tradicional argentina, grupo que ele frequentemente ataca em seus discursos.