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Milei chama vice de “traidora” após derrota no Senado sobre aumento de aposentadorias

Milei chama vice de “traidora” após derrota no Senado sobre aumento de aposentadorias

11/07/2025 às 11h05
Por: Redação Fonte: infomoney
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Milei chama vice de “traidora” após derrota no Senado sobre aumento de aposentadorias

Milei chama vice de “traidora” após derrota no Senado sobre aumento de aposentadorias.

 

Villarruel presidiu sessão que aprovou medidas rejeitadas pelo governo; veto é previsto.

O presidente da Argentina, Javier Milei, classificou sua vice-presidente, Victoria Villarruel, como “traidora” após o Senado aprovar, nesta quinta-feira (10), dois projetos que elevam em 7,2% as aposentadorias e prorrogam uma moratória que permite a aposentadoria de pessoas sem tempo mínimo de contribuição. A vice preside o Senado e estava presente na sessão que selou a derrota política do governo.

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“Fizemos 2.500 reformas estruturais… com apenas 15% da Câmara, sete senadores e uma traidora”, afirmou Milei, em tom de desabafo, durante discurso citado pelo jornal La Nación.

A aprovação das medidas acirrou a tensão entre Milei e Villarruel, que desde o início do governo mantém relação distante com o presidente e tem divergido em temas centrais da agenda política.

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Governo promete veto

Contrário às propostas, Milei já anunciou que vetará os pacotes aprovados. Ele também ameaçou levar a questão à Justiça caso o Congresso derrube o veto.

“Mesmo que a Justiça fosse surpreendentemente rápida, o dano seria mínimo. Uma simples mancha que reverteremos em dois meses”, declarou o presidente.

A proposta de moratória permite que cidadãos argentinos sem o tempo mínimo de contribuição possam se aposentar, ampliando o alcance da previdência em um país com histórico de informalidade no mercado de trabalho.

A medida foi criticada pelo governo, que vê riscos à estabilidade fiscal em meio a um cenário de forte ajuste das contas públicas.

Racha

A crise entre Milei e Villarruel ganhou corpo nas redes sociais, com a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, exigindo publicamente que a vice deixasse o plenário.

“Não seja cúmplice do kirchnerismo destrutivo. Pelo menos siga do lado do povo que a elegeu para mudar este país”, escreveu Bullrich em tom duro.

A vice, que integra a chapa eleita em 2023, vem de uma família com tradição militar e já divergiu do presidente em temas sensíveis, como a memória da ditadura argentina (1976–1983).

Villarruel tem minimizado os crimes do regime militar, ao passo que Milei evita se posicionar diretamente sobre o tema, embora busque apoio entre setores conservadores.

As divergências se tornaram públicas ainda em 2024, quando Milei afirmou que Villarruel não participava da formulação das decisões do governo e estaria próxima do chamado “círculo vermelho” da política tradicional argentina, grupo que ele frequentemente ataca em seus discursos.

 
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