A China se posicionou contra a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto.
Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (11), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que “as tarifas não devem se tornar uma ferramenta de coerção, bullying e interferência nos assuntos internos de outros países”.
A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre o anúncio recente dos Estados Unidos, que justificaram a medida alegando “injustiça” nas relações comerciais com o Brasil e exigindo o fim de uma suposta “perseguição política” interna.
Mao ressaltou que princípios como soberania, igualdade e não interferência nos assuntos internos estão na base da Carta das Nações Unidas e das normas que regem as relações internacionais. “Esses princípios devem ser respeitados por todos os países”, afirmou.
As falas foram registradas por jornalistas da agência estatal chinesa Xinhua, durante o briefing regular do ministério, em Pequim.