De acordo com as Forças de Defesa de Israel e com o serviço de inteligência Shin Bet, Abu al‑Ata ocupava anteriormente o cargo de vice-comandante no setor Shejaiya.
Durante o conflito, Abu al‑Ata foi promovido e passou a liderar a unidade regional da Jihad Islâmica.
As autoridades israelenses afirmam que ele era um dos principais articuladores entre os grupos armados palestinos em Gaza.
Em outra ação nesta quinta, 10, também foi morto Hamed Kamel Abd al‑Aziz Iyad, identificado como chefe da área de engenharia e explosivos do Batalhão Turukman, uma das unidades da Jihad Islâmica.
Iyad é apontado como responsável pelo planejamento e pela execução de ataques com artefatos explosivos contra as forças israelenses.
A morte dos dois comandantes se insere na estratégia do governo israelense de enfraquecer as lideranças militares dos grupos envolvidos nos massacres do ano passado, os mais letais da história de Israel.
O governo Netanyahu tem priorizado a eliminação de chefes militares identificados como responsáveis diretos pelas ações de 7 de outubro e pelos confrontos que se seguiram.
Essas ações fazem parte de uma política declarada de retaliação e desmantelamento das estruturas operacionais da Jihad Islâmica e de outros grupos terroristas palestinos.