Vice-presidente responsabilizou bolsonaristas por continuarem "trabalhando contra os interesses do Brasil", mesmo fora do governo.
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, acusou o “clã Bolsonaro” de cometer um “atentado à economia” e prejudicar o povo brasileiro, após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar tarifas de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
Segundo Alckmin, os bolsonaristas “mesmo fora do governo” seguem “trabalhando contra o interesse brasileiro”.
Nós já constatávamos que o ‘clã Bolsonaro’ trabalhou contra o interesse do país e do povo brasileiro. Nós fomos verificar na saúde, mais de 700 mil mortos na [pandemia de] Covid. Três vezes a média mundial, pelo negacionismo e a a campanha antivacina.
Do ponto de vista da infraestrutura, uma negação total. Um país continental como é o Brasil. Do ponto de vista do meio ambiente, maior desmatamento, que ia comprometer também o agro, o agro, porque ia dificultar as exportações brasileiras. Do ponto de vista econômico, o maior déficit primário da história. Em 2020, foi 9,3% de déficit primário. 9,3%. É bom lembra que, no mesmo ano, o México teve meio porcento de déficit primário.
Do ponto de vista institucional, a campanha contra as instituições e tentativa de golpe. Agora a gente vê que esse clã, mesmo fora do governo, mesmo fora do governo, continua trabalhando contra o interesse brasileiro e contra o povo brasileiro. Antes, era um atentado à democracia, agora é um atentado à economia, prejudicando as empresas e prejudicando os empregos. Então, lamentar profundamente uma ação contra um interesse do povo brasileiro”, disse.
Antes de Trump anunciar a nova tarifa sobre o Brasil, Alckmin havia respondido o republicano sobre o comentário dele em relação aos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O vice-presidente citou Lula (PT), que ficou preso por quase dois anos por corrupção no âmbito da Operação Lava Jato, ao defender a soberania do Judiciário brasileiro.
“Isso é uma coisa totalmente equivocada. Acho que ele [Trump] está mal informado. O presidente Lula ficou preso quase dois anos e ninguém questionou o Poder Judiciário. É assunto interno do Poder Judiciário. Não tem sentido uma interferência dessa. Ela não é adequada”, afirmou.