Segundo o Financial Times, a ESPN paga atualmente US$ 85 milhões por ano pelos direitos de transmissão da F1. Analistas estimam que o novo contrato poderá ultrapassar US$ 120 milhões anuais, especialmente após o crescimento da audiência e o fortalecimento da marca no mercado norte-americano.
Netflix e expansão
A crescente popularidade da Fórmula 1 nos EUA é resultado de uma estratégia consistente da Liberty Media, dona da categoria.
A série documental “Drive to Survive”, da Netflix, foi peça-chave para atrair públicos mais jovens e femininos. Além disso, o calendário foi ampliado com provas em Miami, Las Vegas e Austin (Texas). A entrada da Cadillac, com apoio da GM, como 11ª equipe a partir de 2026, reforça ainda mais o apelo local.
Os números de audiência acompanham esse crescimento: em 2018, a F1 tinha média de 554 mil telespectadores por corrida na ESPN. Em 2024, esse número dobrou para cerca de 1,1 milhão, com picos de 1,3 milhão nos dez primeiros eventos da temporada.
Com a concorrência acirrada no setor de streaming e a busca por conteúdos com alta fidelização, os esportes ao vivo aparecem como uma alavanca estratégica. A Apple já havia sinalizado interesse nesse segmento com investimentos em beisebol e futebol (MLS).
