
A inteligência artificial já deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade concreta no dia a dia dos profissionais brasileiros. Segundo a 4ª edição do Pulso RH, estudo conduzido pela Alice em parceria com BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, iFood Benefícios e Grupo Fleury, 65% dos trabalhadores afirmam que o uso das ferramentas de IA tornou suas atividades mais estratégicas, ao mesmo tempo em que ampliou sua satisfação e engajamento no trabalho.
Entre aqueles que utilizam ferramentas de inteligência artificial diariamente, esse índice chega a 77%. Os principais benefícios apontados foram o aumento da eficiência, a redução de tarefas repetitivas e a melhoria na gestão de tempo.
De acordo com Sarita Vollnhofer, Chief Human Resources Officer (CHRO) da Alice, a transformação vai além da produtividade. “A inteligência artificial não é só uma questão de eficiência, mas redefine o papel das pessoas no trabalho. Ao assumir tarefas operacionais, a tecnologia permite que profissionais atuem de forma mais estratégica, criativa e conectada com o propósito da organização”, afirma.
Além dos ganhos em produtividade, o estudo aponta uma possível relação entre o uso da IA e melhorias na saúde física e hábitos dos profissionais. Entre os usuários da tecnologia, a prática regular de exercícios físicos é 14% maior, a alimentação saudável aumenta 14,5%, o cuidado com o sono sobe quase 40% e a realização de exames de rotina é cerca de 23% mais frequente, comparado a quem não utiliza as ferramentas.
“A IA bem aplicada pode ser uma alavanca de bem-estar. Nossa hipótese é que, ao reduzir o cansaço mental e dar mais previsibilidade à rotina, ela cria espaço para decisões mais conscientes sobre saúde e autocuidado. Quando o tempo deixa de ser escasso, as pessoas podem priorizar o que realmente importa e isso se traduz em escolhas mais saudáveis no dia a dia”, afirma a CHRO.
No entanto, o estudo também revela desafios importantes para ampliar o uso da IA nas empresas. Entre os profissionais que ainda não utilizam as ferramentas, 82% relatam que suas organizações não oferecem treinamentos adequados, enquanto 63,8% dizem ter dificuldade em entender como aplicar a IA no dia a dia. “O maior desafio hoje não é ter acesso à tecnologia, mas sim desenvolver as habilidades para usá-la de forma crítica e ética”, complementa Sarita.
Na Alice, a inteligência artificial já faz parte do dia a dia do RH, com aplicação em processos como onboarding, gestão de performance e people analytics. Além disso, a empresa criou iniciativas como o “AI Day”, um espaço de experimentação em que diferentes áreas se reúnem para resolver problemas reais com o uso de IA.
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