
O ataque hacker a C&M Software expôs fragilidades graves na estrutura digital do sistema financeiro, disse Gustavo Gonçalves, CEO da Scunna, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. “Esse ataque, que ocorreu agora no dia 1º, é considerado o maior ataque ao sistema financeiro brasileiro da história. Estamos falando de um ataque que movimentou cerca de R$ 1 bilhão, com tentativa de transformar esse dinheiro em criptomoedas para dificultar o rastreio”.
Segundo ele, a C&M tem um papel estratégico na infraestrutura bancária nacional. “Ela está na cadeia de fornecedores financeiros brasileiros e tem um market share bastante relevante. É responsável por mais de 50% do mercado de transferência de mensagens, incluindo as transações do PIX entre instituições financeiras”.
A resposta institucional foi imediata, mas trouxe prejuízos operacionais, afirmou o executivo. “Como resposta ao incidente, o Banco Central ordenou à C&M que desativasse seu sistema, o que prejudicou praticamente metade das instituições brasileiras no momento em que ela derrubou o sistema para evitar novas fraudes”.
Gustavo disse não haver clareza sobre todos os métodos usados no ataque, mas os indícios preocupam: “Foram utilizadas credenciais de usuários do sistema, de clientes e instituições financeiras. Muito provavelmente, esses atacantes tinham um conhecimento bastante profundo do sistema de pagamentos brasileiro para executar a ação de forma tão orquestrada e rápida”.
Apesar dos riscos, o setor avança em defesa digital. “A indústria de cibersegurança tem trabalhado constantemente e avançado muito. Hoje conseguimos detectar anomalias em tempo real, como foi feito ao impedir a conversão de grande parte dos valores em criptomoedas. Esse tipo de monitoramento é essencial para mitigar riscos”, afirmou o especialista.
Economia Instituto faz comparativo de 228 indicadores dos estados brasileiros
Economia Ambiente de informação deve piorar no mundo, alertam especialistas
Economia Trabalhadores da Caixa decidem na próxima semana sobre fim da greve Mín. 18° Máx. 28°