
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (1º) que o Brasil pode alcançar novamente o posto de sexta economia do mundo. A declaração foi feita durante o lançamento do Plano Safra empresarial, em Brasília, com foco na produção agropecuária.
“Este país tem tamanho e tem grandeza para chegar a ser a primeira economia do mundo. Já chegamos em 2006. Podemos voltar a chegar”, disse o presidente.
Durante a cerimônia, Lula apresentou dados comparativos entre os planos safra de governos anteriores e os atuais. Segundo ele, somando os três planos do governo passado (2019, 2020, 2021/2022), o investimento totalizou R$ 885 bilhões. Já os três planos atuais (2023, 2024, 2025) somam R$ 1,722 trilhão. “É um pouco mais que o dobro”, afirmou.
O presidente disse que a reforma tributária aprovada não traz benefícios eleitorais imediatos e que seus efeitos só serão sentidos a partir de 2027. “Vocês acham que eu ia fazer reforma tributária pensando em eleição? Não. Estou fazendo para o país dar um salto de qualidade”, afirmou.
Lula também mencionou mudanças na tabela do Imposto de Renda. Ele defendeu a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e criticou a dependência da arrecadação sobre os mais pobres. “Salário não é renda. Renda é renda, salário é salário”, declarou.
Segundo ele, há resistência de setores de alta renda à taxação mais elevada. “Estamos querendo que 140 mil pessoas paguem uma parcela a mais para beneficiar 10 milhões”, afirmou.
O presidente lembrou sua atuação em mandatos anteriores para promover o etanol brasileiro. Segundo ele, enfrentou críticas por produzir combustível a partir de alimento, o que contesta: “Eu estou produzindo combustível com coisa que produz combustível”, disse.
Lula também mencionou que a indústria brasileira voltou a crescer após uma década de estagnação, citando um aumento de 3,4% no setor. Ele atribuiu o avanço a programas implementados pelo atual governo.
Lula defendeu o novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas públicas a 2,5% ao ano. “Se eu estivesse pensando pequeno, eu não teria feito isso”, afirmou. O presidente comparou o cenário atual com o período entre 2003 e 2010, quando, segundo ele, o Brasil foi o único país do G20 a registrar superávit fiscal de forma consistente.
O presidente também criticou desonerações sem contrapartida. “Você faz desoneração a troco de quê? Vai gerar emprego? Vai aumentar salário? Vai contratar mais trabalhador?”, questionou.
Lula afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é um dos mais sérios do mundo. “Poucos países têm um ministro da Fazenda como o Haddad”, disse.
O presidente comentou ainda sobre o avanço do setor de apostas esportivas e fintechs. Disse que há resistência à proposta do governo de elevar a alíquota de impostos sobre essas empresas. “Não é aumento de imposto. É justiça tributária”, afirmou.
Segundo ele, há uma indústria de lobby atuando no Congresso. “Hoje em dia, o lobby virou uma indústria”, disse. Lula também criticou a concentração de riqueza e defendeu uma política fiscal mais justa.
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