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Haddad: governo vê derrubada do IOF como inconstitucional e pode ir ao STF.

Haddad: governo vê derrubada do IOF como inconstitucional e pode ir ao STF.

26/06/2025 às 15h04
Por: Redação Fonte: Agência CNN Noticias
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Haddad: governo vê derrubada do IOF como inconstitucional e pode ir ao STF.

Haddad: governo vê derrubada do IOF como inconstitucional e pode ir ao STF.

 

O ministro da Fazenda sinalizou, entretanto, que uma decisão ainda será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que juristas do governo consideram "flagrantemente inconstitucional" o projeto aprovado pelo Congresso para sustentar o decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), apontando que o Executivo pode levar a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em entrevista à Folha de S.Paulo divulgada nesta quinta-feira (26), Haddad sinalizou, entretanto, que ainda não houve manifestação da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou da Advocacia-Geral da União (AGU) e que uma decisão ainda será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos ver agora qual vai ser a decisão do presidente, que pode ser de questionar a decisão do Congresso... Na opinião dos juristas do governo, que obtiveram muitas vitórias nos tribunais, é flagrantemente inconstitucional”, disse Haddad na entrevista.

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Segundo uma outra reportagem do jornal, a contestação da derrubada do decreto junto ao STF tem o aval de Lula, embora a medida ainda esteja sendo desenvolvida pelo Ministério da Fazenda.

Na entrevista, Haddad ainda indicou que outras duas possibilidades para compensar a derrubada do decreto editado pelo governo deveriam buscar novas fontes de receita ou apresentar mais cortes de gastos “para todos”.

"Tem três possibilidades. Uma é buscar novas fontes de receita, o que pode ter a ver com dividendos, com a questão do petróleo, tem várias coisas que podem ser exploradas", afirmou Haddad.

"A segunda, é cortar mais. Além dos R$ 30 (bilhões contingenciados), mais R$ 12 (bilhões). Vai pesar para todo o mundo. Vai faltar recurso para a saúde, para a educação, para o Minha Casa, Minha Vida. Não sei se o Congresso quer isso", completou, apontando a judicialização como terceira alternativa.

O Congresso aprovou na quarta-feira um projeto que sustenta os efeitos do decreto do Executivo sobre o IOF, em meio aos esforços do governo para equilibrar as contas públicas e, ao mesmo tempo, atender às demandas políticas.

O projeto de decreto legislativo (PDL) foi aprovado inicialmente pela Câmara dos Deputados por 383 votos a 98. Na sequência, o PDL foi aprovado pelos senadores e agora vai à promulgação.

Em vídeo publicado em sua conta no X nesta quinta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a quarta-feira como "dia muito importante para o país" e exaltou a derrubada do decreto de Lula sobre o IOF.

“Essa construção se deu de forma suprapartidária, e com a maioria expressiva, a Câmara e o Senado resolveram esse derrubar decreto do governo para evitar o aumento de impostos”, afirmou.

As discussões sobre o IOF têm sido marcadas por pressões políticas competitivas e retroativas do governo desde a edição inicial da medida, há pouco mais de um mês.

Haddad disse na entrevista à Folha que ultimamente a derrubada do decreto do IOF foi uma "surpresa" após a reunião com lideranças do Congresso em 9 de junho que parecia ter tido como resultado um entendimento entre os parlamentares e o governo sobre a questão.

"Eu fui, passei cinco horas negociando uma medida provisória e a revisão de um decreto. Saí de lá imaginando que estava tudo bem. Não só eu. Todo mundo. Eu não sei o que mudou", disse.

"Saí de lá crente que nós chegamos a uma isca de um acordo. E isso não se traduziu naquilo que imaginamos. Eu vou procurar rever o que aconteceu."

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