Após a entrega oficial do corpo pela Basarnas ao hospital, o processo de repatriação ou procedimentos posteriores ficarão a cargo das autoridades e da família”, afirmou Syafi’i.
Clima dificultou resgate
A operação começou por volta das 12h20 no horário local (1h40 da manhã no Brasil), com apoio de três equipes, sendo duas do esquadrão especial Rinjani. Devido ao clima instável, com neblina e baixa visibilidade, o resgate só foi possível nesta quarta-feira.
Sete pessoas acompanharam o trabalho em diferentes pontos da encosta: três a 400 metros de profundidade e outras quatro a 600 metros. O corpo será transportado em uma maca até o posto de Sembalun e, de lá, encaminhado ao hospital Bayangkara por meio de aeronave.
Voluntário lamenta nas redes sociais
Um montanhista que atuou como voluntário na operação publicou nas redes sociais um desabafo após participar do resgate. “Não pude fazer muito, só consegui ajudar desta forma. Que suas boas ações sejam aceitas por ele. Amém!”, escreveu o guia.
Ele mostrou imagens das dificuldades enfrentadas pela equipe, incluindo a forte neblina e as variações bruscas de temperatura que atrasaram a chegada ao local onde Juliana foi encontrada.
Jovem caiu durante trilha no vulcão
Juliana caiu de uma trilha no Monte Rinjani, o segundo maior vulcão da Indonésia, na última sexta-feira (21). As buscas duraram quatro dias e foram marcadas por problemas de comunicação, uso de cordas curtas na tentativa inicial de resgate e dificuldades técnicas.
Natural do Rio de Janeiro e moradora de Niterói, Juliana era formada em publicidade pela UFRJ e atuava como dançarina profissional de pole dance. Ela viajava pela Ásia desde fevereiro, passando por países como Vietnã, Tailândia e Filipinas antes de chegar à Indonésia.