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Irã convoca enviado alemão após chanceler defender operação israelense.
Irã convoca enviado alemão após chanceler defender operação israelense.
19/06/2025 20h39
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista

Irã convoca enviado alemão após chanceler defender operação israelense.

 

Regime iraniano transmitiu "forte protesto" a Markus Potzel, após declaração de Merz sobre ação preventiva de Israel.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou nesta quinta-feira, 19, o enviado alemão em Teerã, Markus Potzel, após o chanceler da Alemanha, Friedrich Merzdefender as ações militares de Israel contra o programa nuclear iraniano.

O regime de Teerã disse a Potzel que a declaração de Merz representa um “endosso implícito à violação da lei e ao uso da força contra um país e um governo pacíficos”.

A pasta iraniana afirmou ainda que a Alemanha deveria se apor a atos agressivos que violam o direito internacional. Segundo o ministério, os ataques israelenses violam “explicitamente o Artigo 2, Parágrafo 4, da Carta da ONU e é um exemplo claro de um ato agressivo que deve ser condenado por todos os Estados-membros da ONU”.

Merz defende Israel

Em meio à cúpula do G7, no Canadá, Merz defender a ação de Israel contra o Irã e criticou o papel do regime de fornecer armamentos para a Rússia, na guerra contra a Ucrânia, e a grupos terroristas.

Este é o trabalho sujo que Israel está fazendo por todos nós. Nós também somos vítimas desse regime. Esse regime dos aiatolás trouxe morte e destruição ao mundo com ataques e assassinatos. Isso jamais teria acontecido sem o regime de Teerã. O fornecimento de drones de Teerã para a Rússia. Só posso elogiar a coragem do exército e do governo israelense por fazerem isso”, afirmou.

Merz destacou que os ataques israelenses nos últimos dias enfraqueceram o regime iraniano.

“O Exército israelense obviamente não tem capacidade para realizar isso sozinho. Falta-lhe o armamento necessário. Mas os americanos têm. Grande parte da liderança militar e dos chamados Guardiões da Revolução já não está viva. As coisas não serão como antes”, disse.