
Moro ironizou reação do PT após sétimo aumento seguido da taxa de juros pelo Banco Central.
O senador Sergio Moro (União Brasil) ironizou na quarta, 18, as críticas do governo Lula (PT) ao Banco Central (BC), após a instituição decidir elevar a taxa de juros, a Selic, de 14,75% para 15%.
“Os juros básicos subiram para 15% ao ano. Desta vez, foi por geração espontânea segundo o PT e o Governo Lula“, escreveu o senador no X.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, afirmou que a sétima alta consecutiva na taxa Selic é “indecente, proibitiva e desestimula investimentos”.
“Não dá pra aceitar como normal o novo aumento da Selic pelo Banco Central. A taxa de 15% é indecente, proibitiva e desestimula investimentos produtivos. É a transformação do Brasil no paraíso dos rentistas: quem vive de juros ganha, quem trabalha perde. Falam muito de ajuste fiscal e da dívida pública. Mas o crescimento da dívida não vem dos programas sociais com saúde ou educação — vem do pagamento de juros”, escreveu.
“O Banco Central não pode ignorar o impacto fiscal de sua política monetária. Se dizem que a dívida preocupa tanto, por que a política de juros não considera o custo que ela própria impõe às contas públicas?”, acrescentou o deputado petista.
Por unanimidade, o BC subiu na quarta, 18, a Selic de 14,75% para 15% ao ano
Este é o maior patamar atingido pela Selic desde julho de 2006, após sete elevações consecutivas em um ciclo iniciado em setembro do ano passado.
“O Copom decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz trecho da nota.
No comunicado, o colegiado sinalizou a intenção de interromper o ciclo da alta para avaliar os resultados da política adotada.
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