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Israel pode ter atraído cúpula militar iraniana para armadilha “cinematográfica”.
Israel pode ter atraído cúpula militar iraniana para armadilha “cinematográfica”.
19/06/2025 15h25
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista

Israel pode ter atraído cúpula militar iraniana para armadilha “cinematográfica”.

 

Jornalista israelense diz que Mossad usou ligação falsa para reunir generais em bunker que foi atacado.

Israel pode ter recorrido a uma operação de inteligência para atrair a cúpula da força aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã a um bunker em Teerã, antes de eliminar seus integrantes com um ataque aéreo.

A informação foi divulgada nesta semana por Amit Segal, comentarista político do Canal 12, emissora israelense, em entrevista ao podcast Call Me Back.

Nas redes sociais, perfis pró-Israel descrevem a operação como “digna de filme”.

Segundo ele, agentes do serviço secreto Mossad teriam falsificado uma comunicação oficial para convocar os generais iranianos a uma reunião de emergência.

O episódio teria ocorrido às vésperas da ofensiva militar lançada por Israel na madrugada de sexta, 13, batizada de Operação Leão Crescente. A ação bombardeou mais de 100 alvos militares e nucleares em território iraniano.

Entre os mortos confirmados estão o general Amir Ali Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, e seus principais auxiliares.

A televisão estatal iraniana confirmou as mortes, e o governo anunciou novos nomes para o comando militar.

A alegação sobre a ligação falsa ainda não foi confirmada por fontes independentes. Todos os relatos se baseiam nas declarações de Segal.

Embora seja conhecido por ter acesso a informações confidenciais, ele já foi acusado de vazar documentos sigilosos do serviço de segurança interna de Israel.

The Jewish Chronicle, primeiro veículo a publicar o conteúdo, não apresentou gravações, documentos ou confirmações paralelas. Apesar disso, a eficácia da operação israelense e a eliminação quase simultânea de toda a cadeia de comando sugerem o uso de inteligência altamente sofisticada.

O governo israelense não comentou oficialmente sobre os métodos.

Em declarações públicas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo foi “danificar severamente a infraestrutura nuclear e militar do Irã”.

O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que “a eliminação do aiatolá Ali Khamenei é agora um objetivo operacional”.

A imprensa iraniana não mencionou a alegação da armadilha, concentrando-se nas ameaças de retaliação. A agência estatal IRNA noticiou apenas a substituição da liderança da Guarda Revolucionária.