
A economia no Brasil iniciou o segundo trimestre com crescimento acima do esperado em abril, embora mostrando desaceleração ante o mês anterior, de acordo com dados do Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 16.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 0,2% em abril, em dado dessazonalizado, informou o BC.
O resultado mostrou enfraquecimento ante a alta de 0,7% de março, em dado revisado pelo BC de avanço de 0,8% informado anteriormente. Mas a leitura do mês ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,1%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,5%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 4%, de acordo com números não dessazonalizados.
Em abril, o impulso foi dado pelo crescimento de 0,4% do setor de serviços, segundo a abertura dos dados do BC. Eles mostraram ainda que houve retrações no mês de 0,9% e 1,1% respectivamente em agropecuária e indústria
Dados do IBGE mostraram que em abril o setor de serviços registrou avanço pelo terceiro mês seguido, de 0,2%. Já as vendas no varejo interromperam três meses seguidos de ganhos com queda de 0,4%, enquanto a produção industrial cresceu menos do que o esperado, a 0,1%.
O PIB do Brasil teve no primeiro trimestre expansão de 1,4% sobre os três meses anteriores, sustentado pelo desempenho mais forte da agropecuária em dois anos.
Analistas preveem que, passado o impacto da agropecuária, a economia deverá sentir com mais força o peso da política monetária restritiva, levando a uma desaceleração econômica ao longo do ano. Por outro lado, o mercado de trabalho robusto tende a manter a resiliência da atividade econômica.
A taxa básica de juros Selic está atualmente em 14,75% e o BC volta a se reunir nesta semana para definir a política monetária, com expectativa de manutenção dos juros de acordo com 27 dos 39 economistas consultados em pesquisa da Reuters.
A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2025 é de 2,20%, indo a 1,83% em 2026.
O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.
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