
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) lamentou, em pronunciamento nesta terça-feira (10), o avanço do surto de influenza no país e alertou para o aumento dos casos de síndrome respiratória aguda. Segundo ele, o boletim InfoGripe da Fiocruz aponta situação de alerta em 15 estados e no Distrito Federal.
— Há de se lamentar, sobretudo, a baixa cobertura vacinal, em torno de 35%. Apesar da ação efetiva do Poder público, é justo lembrar que, por causa do aumento da circulação de vírus respiratórios no país, o Ministério da Saúde, este ano, antecipou, para o mês de março, o início da campanha de vacinação contra a gripe; contudo, a baixa adesão tem lotado unidades básicas em saúde e clínicas, em boa parte do país, em consequência do surto de gripe, especialmente da influenza tipo A— disse.
O senadorcriticou a resistência de parte da população em se vacinar e atribuiu essa atitude ao negacionismo, que, segundo ele, ganhou força entre 2016 e 2022. Kajuru explicou o conceito de negacionismo usando definição da Academia Brasileira de Letras (ABL), relacionando-o à recusa em aceitar fatos científicos, como a eficácia das vacinas. Ele defendeu ações de combate ao negacionismo por meio da educação, da comunicação e de políticas públicas.
—Vacinar é preciso; combater o negacionismo é necessário, para evitar que ele siga ceifando vidas num país em que vacinar desde cedo as crianças faz parte da cultura de seu povo, que alguns tentaram destroçar — em vão, felizmente. Recentemente, por causa do avanço vacinal em 2023 e 2024, o Brasil retomou a certificação internacional de país livre de sarampo, que ressurgiu em 2019, diante da queda da cobertura vacinal, incentivada pelo movimento negacionista. Agora, voltamos a ficar livres desta doença infecciosa, com alto grau de contágio, que vem apresentando surtos em países desenvolvidos como Canadá e Estados Unidos— declarou.
Senado Federal CPMI do INSS pede prorrogação dos trabalhos ao STF
Senado Federal Plenário analisa proposta de criminalização de misoginia nesta terça
Senado Federal Projeto exige que SUS ofereça medicamento para hipertermia maligna Mín. 20° Máx. 31°