“A Rússia está prolongando esta guerra e continua matando todos os dias. O mundo pode tirar uma folga no fim de semana, mas a guerra continua, seja fim de semana ou dia útil”, escreveu Zelensky em publicação nas redes sociais.
“Isso não pode ser ignorado. O silêncio dos Estados Unidos, o silêncio dos outros ao redor do mundo apenas encoraja Putin. Sem uma pressão realmente forte sobre a liderança russa, essa brutalidade não pode ser detida.”
Troca de prisioneiros
Os ataques ocorreram no mesmo dia em que Ucrânia e Rússia concluíram a última etapa da maior troca de prisioneiros da guerra. No sábado, 307 combatentes de cada lado foram libertados, somando-se aos 270 soldados e 120 civis trocados na sexta-feira. Foi o único avanço concreto após as primeiras negociações diretas entre os dois países em mais de três anos.
Apesar do gesto, a ofensiva russa continuou em larga escala. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, Moscou lançou 367 armamentos aéreos na madrugada de domingo — 69 mísseis e 298 drones, a maioria do modelo Shahed, de fabricação iraniana. A defesa ucraniana afirma ter abatido dois terços dos mísseis e quase todos os drones.
O porta-voz da Força Aérea, Yuriy Ihnat, classificou a ofensiva como o maior ataque da guerra em número de projéteis lançados.
Mortes em várias regiões
As autoridades ucranianas relataram bombardeios em todas as regiões do país, com destaque para Kiev, Mykolaiv, Khmelnytskyi, Jytomyr, Kherson e Ternopil.
Só na região da capital, quatro pessoas morreram, incluindo três crianças. Em Jytomyr, morreram duas crianças e um adolescente.
Imagens divulgadas pelos serviços de emergência mostraram prédios destruídos e incêndios provocados pelos ataques. Em Mykolaiv, um drone atingiu um edifício residencial de cinco andares, provocando a morte de um homem e ferindo cinco pessoas.
Na cidade de Kryvyi Rih, as defesas aéreas interceptaram 11 mísseis e cinco drones.
“Ataques deliberados contra civis”
Zelensky classificou os bombardeios como “ataques deliberados contra cidades e civis”, mencionando como alvos edifícios residenciais, uma residência universitária em Kiev e instalações empresariais. Ele voltou a pedir sanções mais severas contra a economia russa.
“O mundo conhece as fragilidades da economia russa. É possível parar a guerra, mas apenas com força suficiente para pressionar Moscou”, disse. “Putin deve ser obrigado a pensar não em lançar mísseis, mas em como acabar com esta guerra.
