
Com o objetivo de aprimorar os processos de gestão nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública (ESP-SE), promoveu, nesta terça-feira, 20, uma oficina envolvendo gestores desses serviços nos municípios, parte das ações do projeto ‘Mais Gestor’, voltado à qualificação na Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Segundo a coordenadora Estadual de Saúde Mental da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), Suely Matos, a oficina integra o planejamento estratégico da SES e se insere nas diretrizes da coordenação estadual de saúde mental. “Essa ação tem um viés de educação permanente para qualificar os gestores dos Caps, com foco na gestão dos serviços e no fortalecimento da rede psicossocial como um todo”, destaca.
A ação teve como foco instrumentalizar os participantes para lidar com os desafios cotidianos da gestão dos serviços, promovendo o fortalecimento do cuidado em saúde mental no estado, como reforça a referência técnica da Daes, Gilvanete Santos. “A atividade foi pensada a partir da demanda dos próprios municípios. Muitos gestores são novos e têm procurado a coordenação em busca de orientações. A oficina vem, justamente, para atender essa necessidade e, também, servir como reciclagem para os profissionais que já atuam nos Caps”, pontua.
Durante a oficina, o facilitador da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps), Bruno Andrade, destacou a importância do momento como espaço de construção coletiva. “Mais do que um repasse de conteúdo, essa oficina se configura como uma comunidade de práticas. É um ambiente de troca, onde os gestores compartilham dores, desafios e experiências bem-sucedidas que podem ser replicadas em outros territórios”, explica.
Coordenadora de um dos Caps de Nossa Senhora do Socorro, Yamani Ferreira Costa considerou a oficina essencial para o fortalecimento da política de saúde mental nos territórios. “Esses encontros são muito ricos. Mesmo após 12 anos atuando no Caps, sempre saio diferente de como entrei. A troca de experiências, tanto com os que estão chegando quanto com os mais antigos, faz toda a diferença na qualificação do cuidado. Quando a equipe está atualizada, buscando se aprimorar, o usuário sente. O atendimento melhora, fica mais humanizado e alinhado com as diretrizes da política pública. Isso faz toda a diferença no SUS”, afirma.






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