
Segundo reportagem publicada pelo g1, site de notícias da Globo, o ChatGPT, ferramenta baseada em inteligência artificial da OpenAI, registrou 1 milhão de novos usuários em apenas uma hora após a liberação de um novo recurso de geração de imagens integrado à plataforma. A informação foi divulgada por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, empresa dona do ChatGPT.
O aumento no volume de novos usuários foi impulsionado por uma tendência que viralizou nas redes sociais. A nova funcionalidade permitiu que qualquer pessoa pudesse criar imagens inspirada no estilo adotado pelo estúdio japonês Studio Ghibli, conhecido por animações como A Viagem de Chihiro. Usuários passaram a utilizar o gerador de imagens para criar cenas com a estética característica do estúdio, o que levou à rápida disseminação do conteúdo nas redes sociais.
Conforme afirmado na matéria, a OpenAI não revelou o número total de usuários da ferramenta, mas a marca de 1 milhão de novos usuários alcançada em uma hora foi comparada por Sam Altman ao lançamento oficial do ChatGPT, em 2022, quando a plataforma atingiu o primeiro milhão de usuários em cinco dias.
A matéria também detalhou que o uso da estética do Studio Ghibli, também reacendeu discussões sobre direitos autorais. A OpenAI foi criticada por um grupo formado por mais de 400 profissionais da indústria cultural, incluindo atores, cineastas e músicos, que acusam a empresa de enfraquecer proteções autorais ao utilizar obras existentes para treinar seus sistemas de IA.
Em nota, a OpenAI afirmou que restringe o uso de estilos de artistas vivos, mas permite a reprodução de estilos associados a estúdios amplamente reconhecidos. A empresa destacou que a política busca oferecer liberdade criativa aos usuários sem comprometer direitos individuais.
“Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos – que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs”, informou a empresa em comunicado publicado no g1.
A popularização da nova ferramenta também levou a empresa a limitar temporariamente o uso gratuito do recurso, restringindo a geração a três imagens por dia na versão sem custo.
Além da OpenAI, outras empresas atuam no setor de geração de imagens por inteligência artificial. A PicLumen, por exemplo, oferece uma plataforma que transforma descrições em texto em imagens visuais, sendo utilizada por profissionais das áreas de design, publicidade e educação.
O crescimento do uso dessas tecnologias tem ampliado os debates sobre a necessidade de regulamentações para garantir que o avanço da IA ocorra de forma compatível com os direitos dos criadores e os limites legais de reprodução artística. A OpenAI informou que continuará avaliando o uso de suas ferramentas para ajustar suas políticas com base em dados reais de utilização.
A PicLumen também disponibiliza funcionalidades semelhantes às do ChatGPT e Midjourney, permitindo que usuários criem ilustrações, fotos e composições visuais a partir de instruções detalhadas, sem necessidade de conhecimento prévio em edição ou design.
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