Líder ucraniano terá reunião militar sobre ataque russo a Kiev; Primeira-dama e ministro devem representá-lo.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderá faltar ao funeral do papa Francisco no próximo sábado, 26.
Segundo ele, haverá reuniões de segurança na mesma data sobre o recente bombardeio russo a Kiev, que deixou pelo menos nove mortos.
“Há várias questões confidenciais em torno deste ataque e as medidas correspondentes que a Ucrânia precisa tomar. Não sei quanto tempo levará. Então, se eu tiver tempo, com certeza estarei presente no funeral”, disse.
Zelensky afirmou que será representado pela primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, e pelo ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, caso a agenda não termine cedo.
“Se eu não chegar a tempo, a Ucrânia estará adequadamente representada. O ministro das Relações Exteriores e a primeira-dama estarão presentes. Quanto a mim, era importante estar aqui. Há várias reuniões militares na Ucrânia hoje”, afirmou.
Segundo o ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, cerca de 200 mil pessoas devem comparecer à cerimônia.
“Atualmente, 182 delegações estrangeiras confirmaram presença, metade das quais inclui chefes de Estado ou de governo”, afirmou.
Ao todo, 4.000 agentes estarão mobilizados em uma zona de exclusão aérea sobre o Vaticano.
No entanto, outros chefes de Estado ficarão de fora por receio de serem presos ou divergências com a Igreja Católica.
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, quase nunca viaja para fora de seu país.
Ortega é paranoico, e teme que seu lugar seja ocupado se ele estiver ausente.
Outras duas ausências devem ser o ditador russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Ambos foram alvo de mandados de prisão expedidos pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra humanidade.