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PM é condenado a 36 anos de prisão por cometer crimes como extorsão e tráfico de drogas no Ceará.
PM é condenado a 36 anos de prisão por cometer crimes como extorsão e tráfico de drogas no Ceará.
21/04/2025 16h00
Por: Redação Fonte: Diario do Nordeste

PM é condenado a 36 anos de prisão por cometer crimes como extorsão e tráfico de drogas no Ceará.

 

O policial militar foi acusado de integrar uma organização criminosa formada por agentes de segurança e traficantes.

O cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Rodson Levi Feitosa Matos foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão, pela Justiça Estadual, por cometer os crimes de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e extorsões.

A sentença foi proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas no dia 10 de março deste ano e publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) da última terça-feira (15). A defesa do PM foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Conforme a decisão, o réu deve cumprir a pena em regime inicialmente fechado, mas a Justiça permitiu que ele recorresse em liberdade, já que está solto desde o dia 17 de novembro de 2023. 

Rodson Levi foi alvo de uma fase da Operação Gênesis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), com apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), e chegou a ser preso no dia 16 de outubro de 2020.

Áudios interceptados pela investigação, com autorização judicial, identificaram a participação de Rodson no esquema criminoso, segundo a sentença. "Observa-se, de acordo com o transcorrer dos áudios, que restou revelado que o réu pertencia a uma organização criminosa independente, formada por policiais e informantes, desse modo comprova-se a materialidade dos crimes", considerou o colegiado de juízes que atua na Vara de Delitos de Organizações Criminosas.

A sentença detalha que "as funções de cada membro da organização eram bem delineadas e a célula de policiais agia na extorsão e revenda de materiais apreendidos (como drogas e armas)".

Observando as conversas interceptadas sobre reunião a se realizar na sua casa, organização para realizar crime de extorsão, e a identificação de Rodson Levi Feitosa Matos, resta comprovada, também, a autoria dos crimes."