Durante a abordagem, seus dispositivos eletrônicos foram confiscados, conforme relatou Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa.
Ela também afirmou que a funcionária não havia recebido o visto a tempo e acabou passando 24 horas na zona de fronteira antes de finalmente ser autorizada a entrar na França.
Em resposta ao ocorrido, a Embaixada da Rússia em Paris protocolou uma nota de protesto junto ao governo francês.
Durante um briefing semanal, Zakharova denunciou a situação: “Embora nossa colega tenha sido autorizada a entrar no país após as medidas tomadas, ela foi obrigada a permanecer por um dia inteiro na zona de fronteira do aeroporto”.
Reação do governo russo
A porta-voz enfatizou que o governo russo não deixará o incidente sem consequências, embora não tenha especificado quais ações retaliatórias poderiam ser adotadas. Até o momento, o Ministério Francês das Relações Exteriores não comentou sobre a situação.
A reação do Kremlin foi imediata. Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, reiterou a condenação às ações francesas e acrescentou: “Isso agrava ainda mais nossas relações bilaterais já danificadas”, conforme reportado pela AFP.
França-Rússia
As relações bilaterais se deterioraram consideravelmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Em resposta às ações russas, a França expulsou 41 diplomatas russos, levando Moscou a retaliar com a expulsão de 34 diplomatas franceses para fora do país.
Em janeiro de 2024, após a assinatura de um acordo de segurança entre Paris e Kiev e a confirmação do envio de novas armas à Ucrânia, Pierre Lévy foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores russo para apresentar “provas da crescente participação de Paris no conflito”.
Mais recentemente, em março de 2025, Emmanuel Macron descreveu a Rússia como uma “ameaça existencial” duradoura e qualificou Vladimir Putin como um “imperialista revisionista”.
