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‘Café com Notícias’ mostra os avanços nos transplantes de órgãos no Maranhão

A médica Luciana Souza, da SES, falou sobre estatísticas e medidas adotadas para agilizar os procedimentos

29/10/2026 às 11h28
Por: Redação Fonte: ALEMA
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A jornalista Elda Borges e a médica Luciana Souza durante o Café desta quinta-feira, na TV Assembleia
A jornalista Elda Borges e a médica Luciana Souza durante o Café desta quinta-feira, na TV Assembleia

Agência Assembleia/MA / Foto: Miguel Viegas

O Maranhão tem registrado avanços na realização de transplantes de órgãos e na redução das filas de espera. O assunto foi destaque no programa Café com Notícias, da TV Assembleia, desta quinta-feira (29), durante entrevista com a médica Luciana Souza, da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Durante a entrevista, a especialista destacou à jornalista Elda Borges que o Hospital Carlos Macieira realizou cinco transplantes de fígado e rim em apenas uma semana. Segundo a médica, o resultado representa um avanço na autonomia da rede estadual de saúde, permitindo que pacientes realizem procedimentos de alta complexidade no Maranhão, sem precisar se deslocar para outros estados.

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Luciana Souza explicou que os resultados são reflexos do Plano de Aceleração dos Transplantes, implementado em 2022, que ampliou a estrutura de atendimento e fortaleceu a captação de órgãos. Entre as medidas estão a criação de equipes especializadas no interior do estado e a implantação de uma Organização de Procura de Órgãos (OPO) em Imperatriz.

Fila zerada

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A médica também ressaltou a redução do tempo de espera por transplantes. A fila para transplante de fígado chegou a ser zerada recentemente, enquanto o tempo de espera por córneas, que ultrapassava três anos, caiu para aproximadamente oito meses.

Outro ponto abordado foi a importância da conscientização das famílias sobre a doação de órgãos. A especialista esclareceu que o diagnóstico de morte encefálica segue protocolos rigorosos e que uma única doação pode beneficiar até oito pessoas.

Ao final da entrevista, Luciana Souza reforçou que a autorização familiar é fundamental para a doação de órgãos no Brasil e orientou a população a conversar com seus familiares sobre o desejo de ser doador.

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