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Complicações do sarampo podem afetar cérebro, audição, visão e pulmões, alerta Saúde de SP
Doença pode provocar alterações neurológicas, auditivas, visuais e pulmonares; crianças pequenas estão entre as mais suscetíveis às complicações
29/10/2026 09h49
Por: Redação Fonte: Secom SP

Embora a maioria das pessoas se recupere do sarampo, a doença pode provocar complicações e, em alguns casos, deixar sequelas permanentes, principalmente em crianças pequenas. Entre os possíveis impactos estão alterações neurológicas, auditivas e visuais, além de comprometimento pulmonar, que pode aumentar a predisposição a novas infecções e causar falta de ar, alerta a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Ainda durante a fase aguda da doença, uma das complicações possíveis é a encefalite, inflamação do cérebro que pode provocar convulsões, alterações no nível de consciência, confusão e dificuldades na fala. Segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, diretor da divisão Médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, as crianças estão mais suscetíveis às complicações porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

“A grande maioria dos pacientes se recupera do sarampo, mas algumas sequelas podem ser permanentes, principalmente em crianças muito pequenas. O paciente pode apresentar comprometimento neurológico, alterações cognitivas, perda auditiva e alterações visuais. A doença também pode comprometer os pulmões e deixar sequelas que aumentam a predisposição para novas infecções e falta de ar”, afirma o infectologista.

Uma das complicações mais raras e graves é a panencefalite esclerosante subaguda (PESS), doença neurológica progressiva que pode se manifestar anos após a infecção pelo vírus do sarampo. Em alguns casos, os primeiros sinais aparecem até uma década depois do contágio.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo. A orientação é que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação das crianças e mantenham todas as doses previstas para cada faixa etária em dia.

Crianças que já tiveram sarampo também devem manter o acompanhamento pediátrico, especialmente para observar o desenvolvimento ao longo dos anos.

“Essa criança deve seguir o acompanhamento com o pediatra para avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor, observando se, dentro da faixa etária esperada, está engatinhando, andando e falando as primeiras palavras. Posteriormente, também é importante acompanhar se surgem dificuldades de aprendizado”, orienta.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

Confira a indicação de acordo com a idade:

Dose zero para bebês da Capital, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André

Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias dos municípios contemplados pela estratégia também devem receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral.

A dose é adicional e não substitui as previstas no calendário de vacinação. Por isso, mesmo após receber a dose zero, a criança deve ser vacinada novamente aos 12 e aos 15 meses.