
Estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental (EIEEF) Wen Canum Oro Waram participaram na terça-feira (13), de uma atividade pedagógica, em Guajará-Mirim, que integrou literatura amazônica, cultura, ancestralidade, educação ambiental e inclusão. A programação contou com a participação do escritor Paulo Cordeiro Saldanha e marcou a culminância do segundo ano consecutivo do projeto desenvolvido na unidade escolar.
As atividades preparatórias foram realizadas ao longo do semestre, com leituras compartilhadas de obras da literatura regional ribeirinha, rodas de leitura, debates e interpretação de textos. Os estudantes também tiveram contato com poemas de autores regionais e nacionais, explorando temas, como: identidade, natureza, cultura indígena e preservação ambiental.
Durante a visita, os estudantes participaram de atividades de observação da fauna, da flora e das paisagens amazônicas, além de propostas de produção de textos e poemas inspirados nas experiências vivenciadas e de uma oficina prática de Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, iniciativas educacionais que ampliem as experiências da aprendizagem e valorizem a diversidade cultural e os conhecimentos regionais são fundamentais. ‘’A proposta contribui para aproximar os estudantes da literatura e do patrimônio natural amazônico, ampliando as possibilidades de aprendizagem para além do espaço escolar’’, salientou.
O titular da Seduc, Massud Badra, ressaltou o importante papel dos projetos pedagógicos que consideram as vivências dos estudantes, promovendo o acesso à literatura, à cultura e às diferentes formas de expressão. ‘’A articulação entre leitura, educação ambiental e inclusão favorece experiências educativas contextualizadas com a realidade amazônica e contribui para a valorização dos conhecimentos locais.’’

O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a Universidade Federal de Rondônia (Unir) – Campus Jorge Vassilakis, em Guajará-Mirim e Academia Guajaramirense de Letras (AGL). Também recebe apoio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Literatura, Língua(gens) e Memórias das/nas Fronteiras Amazônicas (Gepellim) e de escritores e colaboradores envolvidos nas ações acadêmicas e culturais.
A professora responsável pelo projeto, Eunaia dos Santos, reforçou que acredita no poder transformador da educação e na capacidade de iniciativas pedagógicas que impactam a vida dos estudantes. “Uma gota d’água pode não fazer grandes mudanças em um oceano, mas pode ressignificar a vida dos que estão ao seu redor.’’
LIVROS LITERÁRIOS
Entre as contribuições para o desenvolvimento do projeto está a doação realizada por uma editora privada de 60 exemplares de livros literários, iniciativa que ampliou o acesso dos estudantes às obras. A preparação também incluiu uma roda de conversa com escritores regionais na escola, com discussões sobre o processo de criação literária, a literatura amazônica e a preservação da memória cultural, que ampliou as experiências de aprendizagem por meio do contato com a natureza e da produção de registros escritos.
Fonte
Texto: Isabelly Rodrigues sob supervisão de Ananda Carvalho
Fotos: Eunice de Oliveira
Secom - Governo de Rondônia
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