
O Piauí deu mais um passo para a implantação de sua política de crédito de carbono. Nesta terça-feira (20), foi realizada, no Centro de Educação Ambiental (CEA), em Teresina, a primeira reunião do Conselho Gestor do REDD+(Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal), iniciativa voltada à redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.
O conselho reúne representantes do poder público, da sociedade civil, da academia, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e tradicionais, da agricultura familiar e do setor produtivo. A proposta é garantir participação social, transparência e segurança na construção do projeto, que poderá gerar recursos para a conservação ambiental e beneficiar as populações que contribuem para a proteção das florestas.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, destacou que a implantação do projeto é uma das prioridades da gestão e ressaltou a importância de construir uma política regulamentada, com participação da sociedade.

“Queremos proteger nossas florestas e, ao mesmo tempo, gerar recursos para beneficiar as pessoas que ajudam a preservar o meio ambiente. Por isso, é fundamental que esse processo seja construído com diálogo, transparência e participação de todos os setores”, afirmou.

Segundo o secretário, o Estado já avançou na elaboração de normas, na regulamentação da iniciativa e na busca de parceiros para viabilizar o projeto. A experiência de outros estados, como o Tocantins, também serve de referência para acelerar as etapas necessárias à implantação da política no Piauí.

Feliphe Araújo ressaltou ainda que a preservação ambiental precisa caminhar junto com o desenvolvimento econômico. Ele citou ações de recuperação de áreas degradadas, educação ambiental, fiscalização e prevenção e combate aos incêndios florestais como medidas complementares para reduzir os impactos ambientais.

O modelo de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD+) poderá viabilizar mecanismos de pagamento por serviços ambientais, com benefícios para povos indígenas, comunidades quilombolas, populações tradicionais e agricultores familiares, além de contribuir para a conservação dos biomas piauienses.
A criação e o funcionamento do conselho representam uma etapa importante para consolidar a governança do projeto, assegurando que as decisões sejam discutidas coletivamente e que a política de crédito de carbono seja construída com responsabilidade ambiental e participação social.
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