
O acumulado de chuvas durante os 15 primeiros dias de outubro já supera todo o esperado para o mês em 85% do Estado, conforme dados do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Em Corumbá, o volume de chuva ficou 154% acima da média histórica.
As cidades com os maiores acumulados nos 15 primeiros dias de outubro foram Paraíso das Águas (294,6 milímetros), Dourados (290,4 mm), Amambai (281,6 mm), Maracaju (281,2 mm) e Campo Grande (272,8 mm).
O Cemtec/MS analisa dados das estações meteorológicas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), da Embrapa Agropecuária Oeste e da Semadesc, além de pluviômetros automáticos do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). São 64 pontos de coleta de dados espalhados por todo Estado, e em apenas 10 o volume de chuvas registrado na primeira quinzena de outubro não superou o total esperado para o mês.
Entre os municípios com os menores volumes de precipitação no período estão Paranaíba (-46%), Sonora (-34%), Porto Murtinho - Fazenda São Luís (-21%) e Camapuã (-15%). Nessas localidades, os meteorologistas observam que a menor ocorrência de precipitação ainda requer atenção quanto aos níveis de umidade do solo e ao risco de incêndios florestais. No restante do Estado as chuvas superaram o esperado para o mês em percentuais que vão de 6% a 154%, isso em apenas duas semanas.
Em Campo Grande, o volume esperado para todo mês de outubro é 150 milímetros de chuva. Porém, todas as estações de monitoramento registraram acumulados expressivos que superaram essa média histórica até o dia 15: no Córrego Anhanduizinho foram observados 272,8 mm (81% acima do esperado), no Jardim Panamá 238,2 mm (+58%), na UPA Aparecida Gonçalves Saraiva 235,0 mm (+56%) e na estação INMET/Embrapa 221,6 mm (+47%).
Os meteorologistas do Cemtec/MS indicam que há previsão de ocorrências de mais chuvas em todo Estado até o fim do mês, fazendo com que os acumulados superem ainda mais o esperado para o período, sobretudo nas regiões Centro e Sul. Essa condição está relacionada com a atuação do fenômeno El Niño (que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e provoca alterações no clima em todo o Planeta) em todo trimestre que se estende de outubro a dezembro.
Comunicação Semadesc
Foto: Bruno Rezende/Arquivo
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