A Vila da Criança 2026, realizada pelo Governo de Sergipe na Orla de Atalaia, vai além da oferta de lazer e diversão e reforça o compromisso com a acessibilidade e a inclusão. Com recursos que facilitam a participação de pessoas com deficiência, o espaço foi planejado para que crianças e famílias possam aproveitar as atrações com autonomia, segurança e acolhimento.
Entre as iniciativas está a presença de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as sessões de teatro e cinema, garantindo que crianças e adultos surdos tenham acesso à programação cultural. A intérprete Ana Lúcia destacou a emoção de acompanhar uma criança surda durante um espetáculo e contribuir para que ela participasse plenamente daquele momento.
“Quando uma pessoa surda chega a um ambiente onde não consegue se comunicar ou ser compreendida, pode acabar se sentindo excluída. Quando encontra um espetáculo com intérprete de Libras, ela passa a fazer parte daquele momento, entende o que está acontecendo e se sente pertencente àquele espaço. É muito emocionante perceber isso de perto, e isso mostra como é importante que todos os eventos tenham esse cuidado”, ressaltou.
A comunicação acessível também está presente em toda a Vila por meio de QR Codes que direcionam ao Icom, plataforma que permite o atendimento em tempo real por intérpretes de Libras. O recurso pode ser utilizado pelos visitantes para buscar auxílio em diferentes situações durante a visita.
Na estrutura física, rampas de acessibilidade estão disponíveis nos ambientes do evento, incluindo a roda-gigante, que conta com espaço reservado para pessoas que utilizam cadeira de rodas. A Vila também oferece brinquedos adaptados, como o balanço acessível para cadeirantes, além de filas preferenciais em todas as atrações.
Esses cuidados refletiram na experiência de Francisca Gilvanete, que esteve na Vila da Criança com sua filha e pôde aproveitar todas as atrações sem dificuldades: “Quando vou sair com minha filha na cadeira de rodas, tem sempre uma atenção a mais porque não sei se vou conseguir acessar tudo com facilidade, mas aqui a gente não teve esse problema. Tem rampa em todos os locais e a gente conseguiu realmente se divertir sem preocupação”, relatou.
Para a secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, as medidas refletem a preocupação em construir um evento que acolha a diversidade e assegure oportunidades de participação para todos. “A Vila da Criança precisa ser um espaço onde todas as famílias se sintam acolhidas e tenham condições de aproveitar cada experiência. Por isso, pensamos na acessibilidade desde a estrutura até a comunicação e as atrações. Nosso compromisso é garantir que as pessoas com deficiência também vivenciem esses momentos de alegria, com segurança, autonomia e dignidade”, destacou.
A coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência, Suellen Grazielly, reforçou que a inclusão deve estar presente em todas as etapas de um evento e não apenas em ações isoladas. “Precisamos pensar a acessibilidade de forma ampla, para que todas as pessoas possam participar e aproveitar o evento sem distinção. Isso significa garantir acesso aos espaços, aos brinquedos, à comunicação e às atividades culturais. Quando planejamos cada detalhe considerando as diferentes necessidades, construímos ambientes verdadeiramente inclusivos”, afirmou.
Experiências
O cuidado com a inclusão também é percebido pelas famílias que visitam a Vila. Cleverson Exaltação levou a família para conhecer as atrações e acompanhou de perto a diversão da filha, Vitória, durante o passeio. “Está sendo muito especial ver minha filha aproveitando as atrações e se divertindo tanto. A gente percebe que existe uma preocupação com a acessibilidade em toda a Vila, além do conforto e da segurança para as crianças. Isso faz diferença para que as famílias possam aproveitar esse momento com tranquilidade”, avaliou.
As iniciativas reforçam a importância de pensar o lazer como um direito de todos. Ao reunir acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, a Vila da Criança 2026 amplia as possibilidades de participação e fortalece a construção de espaços públicos mais inclusivos, nos quais todas as crianças possam brincar, aprender e criar memórias.