Geral Desenvolviment...
Dia da Inovação: com R$ 1 bi em financiamentos liberados desde 2023, BDMG financia modernização da indústria mineira
Banco ampliou os financiamentos para viabilizar projetos que aumentam a produtividade e dão vantagem competitiva às empresas do estado
19/10/2026 11h45
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais

A nova planta da Solução Móveis, em Caratinga, no Rio Doce, será a mais moderna do estado e uma das dez mais tecnológicas do Brasil no setor em que atua. O upgrade está associado à compra de máquinas da Indústria 4.0 importadas da Alemanha, China, Estados Unidos e Itália. O investimento só foi possível com o acesso às linhas de inovação ofertadas pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) que, desde 2023, já fechou R$ 1 bilhão em créditos para viabilizar iniciativas deste tipo em todas as regiões do estado.

Vinícius Pereira, sócio da empresa, espera alcançar um faturamento de R$ 500 milhões até 2032 com a modernização, crescimento significativo considerando que o negócio faturou R$ 130 milhões no ano passado. No dia Nacional da Inovação (19/10), a projeção ilustra como o crédito do BDMG para projetos com este perfil contribui para que as empresas mineiras aumentem a produtividade e tenham vantagem competitiva.

O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destaca que esses financiamentos, que têm condições atrativas, são essenciais para a modernização das indústrias. "Em qualquer segmento a competitividade é cada dia maior e para se diferenciar, ser mais eficiente e produtivo, é preciso investir em novas tecnologias e processos, o que exige investimento. Nossa atuação é para que o acesso ao crédito não seja uma barreira para quem planeja, estuda o mercado e encontra a solução inovadora para a evolução do seu negócio”, afirma o presidente.

Modernização

A construção da nova planta da Solução Móveis deve ser concluída em dezembro, mesma data para a chegada das máquinas adquiridas com o crédito do BDMG e que devem começar a operar em junho de 2027. Especializada em móveis para escolas do setor público, a empresa passará a produzir peças para o mercado residencial, de construção civil, entre outros, expandindo também o atendimento ao setor privado.

Segundo Vinícius Pereira, a proposta é ampliar o atendimento aos atuais clientes espalhados por todo o país, que procuram por outros fornecedores para comprar produtos que ainda não fazem, além de conquistar novos mercados.

“Queríamos escalar faturamento diversificando mercado, com competitividade e eficiência. Para ter equipamentos do nível que estamos adquirindo, é preciso um crédito com juros que te permita investir. Caso contrário, inviabiliza a modernização. O BDMG nos permitiu essa evolução. Nosso nível de tecnologia vai crescer exponencialmente com máquinas quase autônomas”, conta Vinícius que visitou feiras na Europa, Estados Unidos e Ásia para conhecer as possibilidades de inovação no seu ramo.

A empresa está saindo de um imóvel alugado de 5 mil m² para um espaço próprio de 60 mil m². A capacidade de produção diária atual de 3 mil peças irá saltar para até 9 mil itens em aço, madeira, plásticos, e outros materiais.

Há 10 anos, Vinícius e o irmão e sócio, Fabrício Pereira, assumiram a fábrica de móveis do pai que estava prestes a fechar as portas. Com oito pequenas máquinas e seis funcionários recomeçaram o negócio, que hoje conta com 140 colaboradores. O faturamento de R$ 600 mil em 2016 saltou para R$ 130 milhões em 2025. A expectativa agora é chegar a R$ 500 milhões em 2032.

Materiais ferroviários

Outra indústria média mineira que se beneficiou do crédito para inovação no BDMG visando aumentar a competitividade é a Condutec Indústria de Materiais Ferroviários Ltda.. Localizada em Jacutinga, no Sul do Estado, a empresa percebeu recentemente a necessidade de ampliar e qualificar seus métodos produtivos, adotando o modelo da Indústria 4.0.

"Foi a instituição que mais nos mostrou disponibilidade e parceria para a liberação dos créditos", afirmou o empresário, que lidera a empresa de mais de três décadas de atuação.

A Condutec, que tem poucos concorrentes no mercado, mas trabalha com grandes e exigentes empresas brasileiras de transporte ferroviário, adquiriu equipamentos mais modernos em três linhas: robótica, fornos de indução e prensas.

"No nosso setor, temos dois concorrentes, mas, se não investirmos em inovação, ficamos para trás e rapidamente podemos ser dispensados do mercado. Sem falar nos clientes, que estão cada vez mais exigentes e nos cobrando redução de custos", afirma Zeferino, acrescentando que, com o novo maquinário, a Condutec deve ampliar em 30% a produtividade.