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Conheça o Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas do Governo de São Paulo que prevê 181 ações nos municípios
PEARC reforça mobilização do Estado para prevenção, preparação, resposta e recuperação realizada desde 2023
18/10/2026 08h50
Por: Redação Fonte: Secom SP

O Governo de São Paulo lançou na quinta-feira (15) um pacote de 181 ações integradas entre 50 instituições para preparar o estado para os impactos das mudanças climáticas, com investimentos de R$ 29 bilhões até 2029. A mobilização para prevenir e preparar os municípios faz parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC) , estruturado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL). São ações desenvolvidas de forma contínua desde 2023 e que ganham força com a chegada do El Niño.

“São Paulo foi pioneiro ao incorporar o monitoramento da adaptação às mudanças climáticas ao planejamento de longo prazo do Estado, por meio do PEARC. Esse plano é um instrumento estratégico para orientar e acompanhar as ações necessárias à redução das vulnerabilidades e ao fortalecimento da resiliência do território paulista”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Desenvolvido com apoio a Agência de Cooperação Técnica Alemã, GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), o PEARC está alinhado ao programa São Paulo Sempre Alerta para enfrentar eventos climáticos extremos no Estado com a chegada do fenômeno El Niño.

O processo de consolidação das medidas para orientar a atuação também considerou as contribuições recebidas pelos integrantes do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC). “Entre os temas destacados, estão o fortalecimento do apoio à agenda climática local, novas soluções tecnológicas para gestão de riscos, o aprofundamento das medidas nas áreas urbanas e saúde, especialmente diante das ondas de calor, e a atenção às questões de segurança hídrica”, explicou Marina Balestero, coordenadora da Assessoria de Mudanças Climáticas da Semil.

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Eixos Principais

As medidas previstas no PEARC foram organizadas em frentes, como temperaturas elevadas, ondas de calor e baixa umidade; impactos na disponibilidade hídrica; incêndios florestais e chuvas intensas e eventos associados. O plano traz ainda medidas transversais que envolvem biodiversidade, saúde, infraestrutura, habitação, proteção social, agricultura, educação e apoio aos municípios.

No conjunto temático que aborda o calor extremo, o PEARC sugere medidas como a ampliação de áreas verdes, criação de mini florestas urbanas, educação ambiental e criação de estratégias para resposta em episódios de calor extremo.

Na frente de prevenção e enfrentamento dos incêndios florestais, foram reunidas 36 medidas que abrangem desde a redução dos riscos até o combate ao fogo, proteção da biodiversidade, fortalecimento dos municípios e a atenção à saúde da população, no âmbito do São Paulo Sem Fogo, ação em desenvolvimento pelo Governo de SP.

Somente em 2026, durante a temporada de estiagem, o Governo de São Paulo mobilizou mais de R$ 400 milhões em investimentos e ações preventivas no Programa SP Sem Fogo, envolvendo diferentes órgãos e parceiros. Até setembro, o Estado havia registrado 45 focos de calor, o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 1998.

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No eixo de Chuvas Intensas, Inundações e Deslizamentos, o Governo de São Paulo já investe mais de R$ 1 bilhão em piscinões, além de R$ 1,7 bilhão em obras de desassoreamento de rios e córregos pelos programas IntegraTietê e Rios Vivos. Para os Impactos na Disponibilidade e Segurança Hídrica, destaque para a construção das barragens de Pedreira e Amparo, com investimento de R$ 1,7 bilhão para beneficiar 5,5 milhões de pessoas, além do aporte de R$ 9 bilhões pela Sabesp para redução de perdas e ampliação do abastecimento.

O plano inclui ainda ações integradas com a Educação, com a climatização de salas de aula, Habitação, que lidera o reassentamento de famílias em situação de risco, Agricultura, com medidas para auxiliar os produtores, e mobilidade urbana, na preparação das estradas para os riscos dos fenômenos climáticos e estudos sobre impactos dos eventos extremos sobre a saúde da população.

“O objetivo é fortalecer a proteção da população, reduzir vulnerabilidades e preservar a infraestrutura e os serviços essenciais, consolidando uma atuação permanente que combina investimentos estruturantes com preparação e resposta aos eventos climáticos extremos”, destacou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel PM Araújo Monteiro.