Por muitos anos, o trabalho no campo, os cuidados com os filhos, a casa e as demais responsabilidades fizeram com que a agricultora Adorina Alves da Silva, de 65 anos, colocasse o próprio cuidado em segundo plano. Moradora do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho, no Núcleo 3, em Petrolina, ela nunca havia realizado uma mamografia, embora já tivesse feito ultrassonografia das mamas em outras ocasiões. O medo do exame, de um possível diagnóstico de câncer e os relatos de outras mulheres sobre dor e desconforto fizeram com que ela adiasse a realização da mamografia.
Nesta segunda-feira (5), no entanto, Adorina decidiu enfrentar o medo. Pela primeira vez, realizou uma mamografia, e o exame aconteceu bem perto de casa, no caminhão de atendimento itinerante da Prefeitura de Petrolina. O serviço, oferecido por meio da Secretaria de Saúde, percorre comunidades da zona rural levando o serviço até as mulheres. “Eu nunca fiz por medo. Diziam que doía muito, que remexia para cima, para baixo, puxava, e ouvindo isso sempre fui deixando de lado. Eu já tinha feito ultrassonografia, mas a mamografia eu nunca tinha feito. Agora, com essa oportunidade de fazer aqui pertinho de casa, eu vim. Cheguei com medo, mas estou saindo aliviada. Nem doeu como eu imaginava”, contou a agricultora.
A mamografia é um exame de imagem utilizado para identificar alterações nas mamas e uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama. O procedimento dura, em média, de 10 a 15 minutos. Durante o exame, as mamas são posicionadas e comprimidas por alguns segundos para garantir imagens mais nítidas e reduzir a necessidade de repetição do procedimento.
A compressão pode causar um desconforto momentâneo, mas a intensidade varia de uma mulher para outra. No caso de Adorina, a experiência foi diferente do que ela havia imaginado durante anos. “Eu tinha muito medo por causa do que escutava. Se eu soubesse que era assim, teria feito antes. Hoje eu estou feliz por ter vindo. A gente cuida de todo mundo e acaba esquecendo da gente. Agora eu fiz e espero que outras mulheres também percam o medo”, concluiu.
Além da mamografia, o cuidado com as mamas também envolve conhecer o próprio corpo. Observar mudanças, perceber alterações e procurar um serviço de saúde diante de sinais suspeitos são atitudes importantes para a prevenção e o diagnóstico precoce. Embora o câncer de mama seja mais comum entre as mulheres, os homens também podem desenvolver a doença. Por isso, o conhecimento sobre o próprio corpo e a busca por avaliação profissional diante de alterações nas mamas é importante para todos.
Próximos atendimentos
Quarta-feira (07) – Pau Ferro
Quinta-feira (08) – Bebedouro
Sexta-feira (09) – Agrovila Massangano