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Capacitação reúne 25 peritos da Pefoce para padronizar procedimentos em locais de crime complexos e preservar a cadeia de custódia

A Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) iniciou nesta segunda-feira (5) a segunda turma do Curso de Ações Operacionais Urbanas ...

06/10/2026 às 16h24
Por: Redação Fonte: Secom Ceará
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Fotos: Aesp
Fotos: Aesp

A Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) iniciou nesta segunda-feira (5) a segunda turma do Curso de Ações Operacionais Urbanas para Perícia Forense – Turma II/2026. Realizada na modalidade presencial, a capacitação visa preparar os servidores da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para atuarem com segurança e autonomia em ambientes urbanos de alto risco. O objetivo principal da qualificação é padronizar os procedimentos operacionais dos agentes que atuam em locais de crime de dinâmica complexa ou em áreas conflagradas. A formação busca garantir a incolumidade física da equipe, a manutenção da consciência situacional e a preservação rigorosa da cadeia de custódia das provas materiais, assegurando que o perito consiga chegar ao local, coletar os vestígios e retornar em segurança.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

O Oficial Investigador de Polícia (OIP) da Polícia Civil do Ceará, Luís Alfredo da Silva Fragoso Sampaio, lotado na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), é instrutor da disciplina de Técnicas de Abordagem Policial. Segundo ele, o propósito é levar aos colegas da Perícia Forense um conhecimento essencial à atividade policial de rua. “Trazer o conhecimento da disciplina da abordagem policial, os protocolos que são utilizados no âmbito da segurança pública voltados para a atividade de rua, trazer o conhecimento para os colegas da Perícia Forense dessa disciplina que é extremamente importante na atividade policial de rua”, afirmou o instrutor.

Sobre a instrução do dia, ele destacou a sequência adotada, que começa pela teoria e avança para a prática. “A gente começou com a parte teórica na sala. Vamos voltar aqui para a parte prática, mas, nesse primeiro momento, voltada para uma ITI — uma instrução técnica individual — da utilização e manuseio seguro da pistola. E, depois, a prática propriamente dita da abordagem policial e os protocolos envolvidos no meio da abordagem policial”, explicou. Ele acrescentou que os alunos percorrerão diferentes cenários de abordagem, incluindo uma disciplina mais recente. “Existem alguns protocolos envolvidos na atividade da abordagem. A gente vai passar, primeiro, da abordagem a indivíduos a pé, a moto, a carro e uma passada também numa disciplina recente, que é a abordagem emergencial. Ela é inserida dentro de um âmbito em que o policial se encontra rapidamente em uma situação de abordagem com uma abordagem repentina, que quebra a situação da distância. Então, é uma disciplina mais nova, para uma situação de emergência, uma abordagem emergencial a um indivíduo que surgiu repentinamente perto da viatura. Então, ele não tem tempo para manter aquele controle da distância, e o abordado se aproxima mais da viatura. Então, principalmente essa parte da disciplina da abordagem emergencial”, detalhou.

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Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

O instrutor finalizou enfatizando a utilidade prática da formação para quem atua em locais de crime. “É interessante eles terem essa prática, essa disciplina. No dia a dia, realmente, para quem trabalha na rua fazendo local de crime, que trabalha ele e o motorista, talvez não seja uma disciplina em que ele vá atuar de forma efetiva. Mas é interessante que ele entenda a dinâmica, porque ele pode, posteriormente, em uma situação de estar indo para um local de crime, estar em um comboio com a equipe do DHPP, por exemplo, e se envolver em uma situação. E aí eles saberem o que os policiais vão fazer, os protocolos que vão agir, a forma como vão se posicionar e aí podendo até dar um apoio efetivo a uma possível abordagem com que efetivamente eles podem se deparar no deslocamento, por exemplo, de um atendimento a local de crime”, concluiu.

Ao todo, 25 profissionais da Pefoce participam do treinamento intensivo, que conta com uma carga horária total de 50 horas-aula. Durante a instrução, os alunos são capacitados por uma equipe de especialistas por meio de uma matriz curricular abrangente, com as seguintes disciplinas: Técnicas de Abordagem Policial, Combate Velado, Tiro Policial, Treinamento Prático Integrado e Noções de APH-Tático (Atendimento Pré-Hospitalar).

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Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Para o profissional forense Edson Medeiros, atualmente lotado na Coordenadoria de Medicina Legal, no Núcleo de Perícia Forense de Itapipoca, e aluno do curso, o aprendizado tem valor direto para a rotina da perícia. “É muito importante para nós conhecermos as técnicas de abordagem, pois nós da perícia, embora não atuemos diretamente no trabalho de rua, em determinados momentos estamos em áreas críticas, com grande movimentação de pessoas. Então, é necessário que tenhamos conhecimento dessa atividade de segurança em si. As técnicas de abordagem aprendidas aqui neste curso são de fundamental importância para que possamos desempenhar bem esse trabalho, preservando nossa própria segurança, a segurança da nossa equipe e de quem está ao nosso redor”, avaliou o aluno.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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