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Outubro Rosa na Policlínica do Idoso une prevenção, suporte emocional e histórias de superação

Dando continuidade às ações da campanha Outubro Rosa, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), facilitou o ace...

06/10/2026 às 15h29
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

Dando continuidade às ações da campanha Outubro Rosa, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), facilitou o acesso às consultas ginecológicas, exames de radiologia e ultrassonografias pélvica e transvaginal na Policlínica Municipal da Pessoa Idosa, referência na assistência integral à população idosa da Capital.

A iniciativa reforça o cuidado permanente e humanizado da gestão municipal com a saúde da pessoa idosa, unindo a ampliação dos exames preventivos à oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), como acupuntura, ventosaterapia e auriculoterapia. Esse olhar atencioso a quem tanto já contribuiu com a sociedade ganha um significado ainda mais especial na história de superação da dona de casa Maria Freitas Pereira, mãe de seis filhos, que venceu o câncer de mama e hoje celebra a vida.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Diagnosticada com a doença aos 48 anos, em um estágio mais avançado, Dona Maria vivenciou momentos intensos de incerteza e ansiedade. A descoberta do nódulo no seio trouxe a difícil aceitação do diagnóstico e a apreensão diante do tratamento, um abalo psíquico comum entre mulheres que recebem a notícia e chegam a desacreditar no futuro.

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“Eu vi na televisão sobre como fazer o autoexame no chuveiro. Foi quando encontrei embaixo do braço um caroço. Na hora, fiquei apavorada. Passei um mês sem contar nada para ninguém, guardando aquilo só para mim. O medo me paralisou. Eu ouvia dizer que o câncer tirava a mama e aquilo me dava um pavor enorme”, relatou Dona Maria.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

O medo que paralisou Dona Maria e o forte impacto emocional que costuma acompanhar a descoberta de um tumor estiveram no centro das orientações na Policlínica do Idoso. A unidade, que oferece atendimento psiquiátrico especializado dentro da sua própria rede de cuidados, reforça que a informação é a principal chave para quebrar o preconceito contra os transtornos mentais e o uso de medicações no tratamento da pessoa idosa.

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“O diagnóstico de qualquer tipo de câncer traz consigo um impacto emocional muito profundo. Existe uma prevalência bastante alta de pacientes que desenvolvem quadros depressivos e ansiosos após receberem a notícia, e no câncer de mama isso não é diferente. Trata-se de uma doença que envolve múltiplos fatores de risco psíquico, desde situações prévias de estresse crônico até o próprio medo da morte, da debilidade física e das incertezas do tratamento. O apoio da família desempenha um papel decisivo para salvar essa vida, e o combate ao preconceito contra medicações é fundamental para devolver a funcionalidade e a qualidade de vida, sem provocar dependência’, explicou a médica Raquel Mendes Cordeiro, psiquiatra da Policlínica.

Essa rede de apoio e o acolhimento familiar destacados pela médica foram fundamentais quando o tratamento de Dona Maria exigiu etapas mais complexas. Após a primeira cirurgia realizada no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, onde novos exames indicaram a necessidade de uma segunda cirurgia para a remoção total da mama (mastectomia), já que alguns nódulos resistiram às sessões de quimioterapia e radioterapia.

“Foi a parte mais difícil para ela. Quando o médico disse que teria que tirar a mama toda porque o risco era grande, minha mãe chorou demais. Eu me aproximei e disse: ‘Mãe, o mais importante é a senhora gostar de viver e a gente estar juntas. A senhora já abençoou a nossa família e amamentou seis filhos. A sua mama já cumpriu a missão dela, agora o que importa é a sua vida”, emocionou-se Simone Costa, filha de Dona Maria, ao recordar daquele momento de difícil decisão para toda família.

Durante as sessões de quimioterapia, Dona Maria também desenvolveu quadros severos de diabetes e hipertensão, o que impediu a realização da cirurgia de reconstrução mamária por razões de segurança. “A diabetes dela surgiu com a quimioterapia e nunca conseguimos controlar totalmente junto com a pressão. Por segurança, os médicos acharam melhor não fazer a reconstrução da mama, mas, graças a Deus, ela está aqui com a gente, firme, forte e curada”, celebrou a filha.

A trajetória de superação de Dona Maria é celebrada hoje com emoção por sua filha, que esteve presente em todas as fases do tratamento e hoje atua como incentivadora da prevenção. Aos 44 anos, a contadora Simone Costa, reforça que familiares diretos de mulheres diagnosticadas com câncer de mama devem iniciar o rastreio dez anos antes da idade em que a mãe teve o tumor. Por isso, ela realiza mamografia e ultrassonografia desde os 38 anos, alertando todas as mulheres para que busquem ajuda aos primeiros sinais, reforçando que a descoberta precoce é a garantia da cura.

O ciclo de cuidado de Dona Maria, agora com 69 anos continua de forma ativa e acolhedora na Policlínica do Idoso de João Pessoa. Para tratar as sequelas da cirurgia e gerenciar a diabetes, ela conta com o suporte de uma equipe multidisciplinar. Na fisioterapia, a dona de casa recuperou a amplitude dos movimentos do braço afetado pelo procedimento cirúrgico e corrigiu a marcha das pernas, voltando a caminhar com firmeza e sem necessidade de apoio físico. Além da fisioterapia, a unidade garante acompanhamento ginecológico, consultas geriátricas, atendimento psicológico e encaminhamentos via regulação para endocrinologia e psiquiatria, somados ao tratamento humanizado do pé diabético, com aplicação de pomada de ureia e remoção de calosidades com materiais esterilizados e descartáveis, além do acesso às Práticas Integrativas, reafirmando o compromisso da Prefeitura de João Pessoa em garantir saúde, respeito e dignidade para as idosas da Capital.

“A informação é o melhor caminho. A família precisa estar atenta aos sinais de isolamento, tristeza profunda e recusa terapêutica, acolhendo essa paciente sem julgamentos e buscando o suporte especializado para garantir um cuidado integral e cura do paciente”, reforça Dra. Raquel Mendes Cordeiro.

Longe dos medos do passado, Dona Maria Freitas celebra a vida: “Eu me sinto tão bem cuidada aqui, que a Policlínica virou a minha segunda casa. Participo dos grupos de convivência, faço todas as atividades e fico muito feliz por ver que a minha vida recomeçou com tanta alegria. O mais valioso de tudo é estar bem, com saúde e continuar pertinho da minha filha, aproveitando cada momento ao lado de quem nunca soltou a minha mão”, celebra Dona Maria, com o olhar cheio de gratidão e a certeza de que lutar pela vida sempre vale a pena.

Serviço: Para idosos que desejam participar dos grupos de apoio e convivência, os encontros acontecem semanalmente na Policlínica Municipal da Pessoa Idosa, todas as quintas-feiras, pela manhã. Para se inscrever ou obter mais informações, o morador ou familiar pode procurar a Unidade da Saúde da Família (USF) do seu bairro ou ir diretamente à Policlínica, localizada no anexo do Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI), no bairro de Tambiá.

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