
Recusar um prato ou outro faz parte do crescimento, mas quando a hora da refeição vira motivo de sofrimento para a criança e para a família, o alerta precisa ser ligado. Esse é o tema do Conversa Saudável desta semana, que recebe a nutricionista materno-infantil Sarina Giongo Antoniassi, mestre em Alimentação e Nutrição, para desfazer o mito de que seletividade alimentar é "frescura".
Na conversa, a especialista explica que a seletividade é um comportamento alimentar que restringe o repertório de alimentos e traz dificuldades em casa, na escola e no convívio social. Para saber se o caso merece atenção, ela orienta observar se a alimentação evolui conforme a faixa etária. Se um bebê de oito ou nove meses não avança na introdução alimentar, por exemplo, já é hora de buscar ajuda profissional. Ela lembra, porém, que a redução do apetite por volta de um ano de idade é esperada, pois o ritmo de crescimento diminui.
O programa também mostra que nem tudo é questão de gosto. Cheiro, cor e textura podem pesar, mas há casos em que a criança simplesmente não consegue conduzir o alimento na boca. "O comer é uma das atividades mais complexas do ser humano", afirma Sarina, que explica quando é preciso procurar um fonoaudiólogo. A seletividade pode ter origem orgânica, como alergias e problemas gastrointestinais, ou ser desenvolvida ao longo da vida, quando faltam estímulo e variedade.
Outro ponto de destaque é a divisão de responsabilidades à mesa. Aos adultos cabe definir o que, quando e como a refeição será servida, incluindo o ambiente, com ou sem telas. À criança cabe decidir se vai comer e quanto. A nutricionista detalha ainda o papel de cada profissional no tratamento, entre eles nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e pediatra, e comenta a relação da seletividade com o espectro autista, sem generalizações.
Sarina critica a ideia de que "antigamente era só comer e pronto". Segundo ela, forçar e brigar só piora o quadro: "mais a gente vai afastar a criança". Adultos também podem buscar tratamento, pois muitos apenas se adaptam sem resolver o problema e convivem com déficits nutricionais, mesmo quando estão com sobrepeso. "Nunca é tarde para buscar ajuda", resume.
A entrevistada relata ainda a experiência de dez anos em escolas de quatro estados, que a levou a se especializar em nutrição materno-infantil, e destaca a introdução alimentar e a fase de 3 a 6 anos como momentos decisivos na formação dos hábitos.
Confira a entrevista na íntegra clicando aqui.
Cidades I Simpósio de Vigilância Sanitária de Vitória da Conquista acontece nesta quinta-feira (24)
Caruaru - PE Prefeitura de Caruaru prorroga até 16 de outubro exposição que celebra os 100 anos de Luisa Maciel
Caruaru - PE Caruaru completa um ano sem feminicídio com investimentos da Prefeitura na proteção às mulheres
São Paulo Casas Terapêuticas oferecem acolhimento a pessoas em situação de rua com transtornos por uso de substâncias
Cidades ALÉM DA PREFEITA E JACKSON, PRECISAMOS TRAZER A POPULAÇÃO PRA DENTRO DO TEXTO: Mais de 100 km de asfalto que mudaram a paisagem e a qualidade de vida da população e Vitória da Conquista desde 2021
Atibaia - SP APA Atibaia conquista 4º lugar no Circuito Sudeste de Atletismo para Atletas com Deficiência
Legislativo - MS Associação beneficente de Antônio João pode ser declarada entidade de utilidade pública
Cidades Grupo terapêutico “Entre Nós Mulheres” voltado para servidoras municipais está com inscrições abertas
Dourados - MS Prefeitura atende 4 mil alunos e percorre 16 mil km por dia com transporte escolar rural Mín. 18° Máx. 31°