A capacitação é realizada pelo Núcleo de Atenção à Saúde e de Segurança no Trabalho (Nast) e busca orientar os profissionais para uma atuação técnica e humanizada no acolhimento e na readaptação dos servidores que retornam às atividades.
Na manhã desta quinta-feira (17), no auditório do Nast na Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag), foi realizado o segundo encontro do treinamento. A atividade foi conduzida por estudantes do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), sob supervisão de professores da instituição e da equipe do Nast.
Durante o encontro, os profissionais de RH compartilharam experiências e desafios enfrentados no retorno de servidores após períodos de afastamento por questões de saúde. Também foram discutidas as particularidades de cada secretaria e formas de proporcionar um acolhimento adequado aos profissionais que retomam suas funções.
Thais Nogueira
Para Elder Luiz Pires, que atua no setor Administrativo da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), o treinamento oferece ferramentas para que o servidor em retorno às funções não passe por um novo processo de adoecimento. “É importante que nós, que trabalhamos na gestão de pessoas, saibamos como lidar com essas situações, porque o retorno desse servidor às vezes é bem traumático para ele. Às vezes ele vai ter que mudar de atividade que exercia antes. É preciso acolher da melhor forma possível e verificar quais são as limitações desse servidor, para que ele possa desenvolver suas atividades da melhor forma e sem traumas”, afirmou.
Elder/Sirlene
Já para Sirlene Oliveira, que atua no RH da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), pensar na saúde do servidor — especialmente a saúde mental — é fundamental para melhorar o ambiente de trabalho e a própria qualidade de vida dos profissionais. “É um tema bastante atual, que a gente vive dentro dos setores, tanto público quanto privado. Nós do RH lidamos com as pessoas diretamente e precisamos estar preparados para atendê-las não somente como servidores, mas como seres humanos, como pessoas que fazem parte de uma cadeia de trabalho dentro da Prefeitura. Nós estamos agora vendo a necessidade de estarmos capacitados, preparados e entendendo pontos que serão cruciais e necessários para a gente acolher esse servidor no seu retorno”, contou.