
A Prefeitura de São José do Rio Preto vai destinar os equipamentos adquiridos para o projeto do Restaurante Popular da Avenida Mirassolândia a duas frentes que já atendem diretamente a população: a merenda da rede municipal de ensino e o Banco de Alimentos.
A medida foi definida após a Prefeitura decidir não prosseguir com a implantação do Restaurante Popular no modelo inicialmente previsto. A decisão considerou estudo técnico da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, que apontou problemas de localização, custos elevados e falta de sustentabilidade para a operação da unidade. A estimativa municipal indicava custo de aproximadamente R$ 300 mil por mês, ou R$ 3,6 milhões por ano, para manter o equipamento em funcionamento.
Com a nova destinação, parte dos equipamentos será incorporada às cozinhas das escolas municipais, reforçando a estrutura utilizada na preparação da alimentação dos alunos. Outra parte será encaminhada ao Banco de Alimentos, permitindo ampliar a capacidade de produção e melhorar a estrutura utilizada no atendimento das ações de segurança alimentar.
“Tomamos uma decisão pensando em aproveitar integralmente aquilo que já foi adquirido e direcionar esses equipamentos para serviços que já funcionam e atendem milhares de pessoas. A merenda escolar e o Banco de Alimentos terão suas estruturas reforçadas e poderão ampliar ainda mais a capacidade de atendimento”, afirma a secretária municipal de Agricultura e Abastecimento, Carina Ayres.
Segundo a secretária, a redistribuição também evita que os equipamentos fiquem sem utilização. “Estamos transformando uma estrutura que havia sido adquirida para outro projeto em melhoria concreta para duas políticas públicas importantes. No Banco de Alimentos, os novos equipamentos vão contribuir para aumentar a produção. Nas escolas, vão melhorar as condições das cozinhas responsáveis pela alimentação dos nossos alunos”, completa.
O projeto do Restaurante Popular previa inicialmente atendimento de 1.000 refeições por dia. Após avaliar alternativas para viabilizar a unidade, inclusive junto ao Governo do Estado, a administração municipal optou por não assumir uma despesa permanente considerada incompatível com a sustentabilidade do projeto naquele endereço.
A destinação dos equipamentos será organizada pelas áreas técnicas da Prefeitura, de acordo com a necessidade de cada unidade e a finalidade de cada item.
Esta iniciativa contempla os itens 2, 3, 4, 9, 10, 12 e 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Fome Zero e Agricultura Sustentável (2), Saúde e Bem-Estar (3), Educação de Qualidade (4), Indústria, Inovação e Infraestrutura (9), Redução das Desigualdades (10), Consumo e Produção Responsáveis (12) e Paz, Justiça e Instituições Eficazes (16). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
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