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TV Assembleia debate como a introdução alimentar para crianças molda os hábitos da vida adulta

Episódio do “Conversa Saudável” traz orientações sobre os primeiros alimentos oferecidos ao bebê e seus efeitos ao longo dos anos.

16/09/2026 às 15h41
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
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 - Foto: Arte: TV Assembleia
- Foto: Arte: TV Assembleia

Como uma criança aprende a comer também diz muito sobre como ela vai se relacionar com a comida quando adulta. É esse o assunto do programa desta quarta-feira (16) do “Conversa Saudável”, da TV Assembleia, que debate a introdução alimentar e o peso que os primeiros anos de vida têm na formação dos hábitos alimentares.

A entrevistada é a professora Cláudia Choma, nutricionista infantil e colaboradora da elaboração do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, publicado pelo Ministério da Saúde. Na conversa, ela explica por que hábitos comuns há poucas décadas, como oferecer chás e água a recém-nascidos, deixaram de ser recomendados, e defende o aleitamento materno como prioridade nos primeiros meses de vida. “O leite materno é considerado um alimento padrão ouro”, afirma.

A partir dos seis meses, quando a criança começa a comer outros alimentos além do leite, surgem as principais dúvidas das famílias. Cláudia comenta por que a orientação mudou em relação às sopas batidas e aos sucos de fruta. “O estômago da criança é muito pequeno”, explica, ao lembrar que diluir a refeição reduz a quantidade de energia que o bebê recebe. Ela também esclarece uma confusão comum nessa fase, a diferença entre o engasgo e o reflexo natural de proteção da criança, e apresenta os métodos mais usados para introduzir os alimentos sólidos com segurança.

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Outro ponto abordado é o que a nutricionista chama de “janela de oportunidade”, período em que a criança está mais aberta a experimentar novos sabores e no qual se formam hábitos que podem durar a vida inteira. Cláudia alerta para os riscos de ceder sempre ao alimento preferido diante da recusa infantil. “A criança é muito esperta”, diz, ao explicar como esse comportamento pode se tornar um ciclo difícil de reverter, além de comentar por que sal e açúcar costumam ficar de fora do cardápio nos primeiros anos.

A entrevista passa ainda pelo papel da família na formação do paladar infantil e pelos efeitos do uso de telas durante as refeições. Ao final, Cláudia defende o equilíbrio como caminho para uma alimentação saudável, sem que isso “impeça um certo convívio social” da criança.

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Para conferir todas as orientações de Cláudia Choma, acompanhe o “Conversa Saudável” na íntegra clicando aqui .

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