Quem foi à Avenida Integração na manhã desta segunda-feira (7) para assistir ao desfile de 7 de Setembro, em celebração à Independência do Brasil, pôde acompanhar um espetáculo de cores, coreografias e inclusão promovido pelas escolas da Rede Municipal de Ensino. Com a participação de cerca de 2 mil estudantes de 24 escolas, divididos em 10 alas, o desfile teve como tema “Por uma educação inclusiva, conectada com o futuro”, abordando os princípios da educação pautada pela inclusão, pelo respeito e pela igualdade.
A coordenadora do Serviço de Material de Ensino Aprendizagem da Smed, Nágida Schmitz, destacou o trabalho em equipe de diferentes setores da Smed e de toda a Prefeitura. “A sensação é de missão cumprida. Só podemos dizer que chegamos e conseguimos quando termina o desfile, mas só o fato de já estarmos aqui, de cada coisa estar no seu lugar, nos dá a sensação de que abrilhantamos o 7 de Setembro”, afirmou.
Para a instrutora de Artes Patrícia Lima, a imponência e importância do desfile fazem o sacrifício valer a pena. “A sensação é ótima, de missão cumprida. É um trabalho gratificante. Nós deixamos a família e praticamente moramos no depósito. Só temos horário de entrada às oito horas da manhã, sem horário de saída, de segunda a segunda, preparando tudo com muito amor, carinho e dedicação. Quando chegamos ao Glauber Rocha e vemos que cooperamos para um espetáculo desse, que desce a avenida e tem um pedacinho seu, é emocionante”, compartilhou.
Coordenador-geral do Núcleo Pedagógico, Ronilson Ferreira ressaltou o planejamento ao longo de todo o ano que culmina com o espetáculo do desfile cívico. “O desfile é concebido previamente desde o tema, que precisa estar relacionado ao nosso fazer pedagógico e aos desafios postos para a educação, bem como à mobilização nas escolas. Hoje culmina todo um trabalho de conscientização feito com os alunos. Após todo um trabalho de convencimento e orientação nas escolas, hoje é dia de celebrar e descer a avenida com os alunos, festejando tudo o que foi discutido e debatido”, disse.
Estudantes engajados
Por volta das 10h, após o desfile das forças de segurança, teve início a apresentação das escolas da rede municipal. Além dos carros alegóricos, trajes, painéis e esculturas, quatro fanfarras (sendo três da zona rural) e uma banda de percussão (também da zona rural) compuseram o espetáculo.
Ao todo, 1.910 estudantes, das zonas rural e urbana, passaram pela avenida levando a mensagem da educação inclusiva, planejada para lidar com os desafios do presente de forma respeitosa e conectada com o futuro — culminando um trabalho iniciado com a Jornada Pedagógica realizada no mês de janeiro.
Entre os projetos e iniciativas abordados durante o desfile, estiveram a Educação Quilombola (com 34 comunidades representadas) e a Educação Antirracista, a Educação no Campo e o projeto Umbu Gigante, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Financeira e a tecnologia integrada ao aprendizado.
Para quem participou do desfile, trabalhar temas tão importantes foi uma responsabilidade e uma oportunidade de aprendizado. Desfilando pela primeira vez, a estudante Alice Gonçalves, do 8º ano da Escola Municipal José Mozart Tanajura, ficou emocionada por participar. “É a minha primeira vez participando do desfile. Sinto muita emoção, é algo muito bonito e diferente. Nossa apresentação terá dança e estamos vestidos em estilo camponês para representar a colheita de café. É muito bom celebrar a Independência neste desfile para mostrarmos o nosso trabalho”, contou.
Um dos carros que mais chamou a atenção do público foi o dedicado ao projeto dos meliponários, que trabalha a criação de abelhas sem ferrão. A iniciativa proporciona um espaço educativo sobre a importância do mel e das abelhas no ecossistema. A estudante Raiane Luz, da Escola Municipal Padre Isidoro, no povoado da Estiva, ficou responsável pela leitura do poema “Abelhas”, de autoria do escritor e secretário de Educação, Edgard Larry. “É muito bom estar aqui para representar nossa escola, falar da cultura do mel e das abelhas. É uma experiência maravilhosa, que nos dá muita alegria”, disse.
Para Inácio Laranjeira, estudante do 9º ano da Escola Municipal Tobias Barreto, distrito de Veredinha, desfilar apresentando um tema como a Educação Quilombola ajuda a dar maior visibilidade ao histórico de lutas e conquistas da população negra. “A gente fica alegre por poder participar, ver que as pessoas estão gostando do que veem. Abordar esse tema é mostrar o que a gente passou, pra que outras pessoas reconheçam o nosso valor”, contou.