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SMS: UEPA Marabá realiza Congresso inédito sobre hanseníase com apoio da Prefeitura

Entre os dias 28 e 30 de agosto, a Universidade do Estado do Pará (UEPA), campus Marabá, realiza o 1º Congresso Amazônico de Hanseníase. O evento c...

28/08/2026 às 16h07
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Marabá - PA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Entre os dias 28 e 30 de agosto, a Universidade do Estado do Pará (UEPA), campus Marabá, realiza o 1º Congresso Amazônico de Hanseníase. O evento conta com parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Marabá (SMS) e ocorre no Centro de Convenções, e reúne professores, pesquisadores, sanitaristas e profissionais da área da saúde para discutir prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

A cerimônia oficial de abertura contou com a participação de autoridades das áreas da saúde, ensino e pesquisa. Representando a Prefeitura de Marabá, a secretária municipal de Saúde, Lícia Souza, destacou a importância da capacitação dos profissionais para ampliar o diagnóstico precoce e contribuir para a interrupção da transmissão da hanseníase.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Lícia Souza, secretária municipal de Saúde

“É uma doença que tem cura, mas infelizmente ainda temos muitos casos em nossa região. Temos profissionais de todas as unidades de saúde participando deste evento e ampliando seus conhecimentos. Ainda recebemos pessoas com sequelas, o que demonstra a ocorrência de diagnósticos tardios. Também temos crianças sendo diagnosticadas, e precisamos discutir estratégias para enfrentar e eliminar esse ciclo de transmissão”, pontua.

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A coordenadora de Doenças Crônicas da SMS, Pollyana Ribeiro, ressalta o papel da Atenção Primária no reconhecimento dos primeiros sinais da doença. Segundo ela, a capacitação dos profissionais que atuam diretamente com a população contribui para melhorar o atendimento e garantir o tratamento adequado aos pacientes.

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Pollyana Ribeiro, coordenadora de Doenças Crônicas da SMS

“É fundamental capacitar quem está na ponta, na porta de entrada, para que consiga fazer da melhor forma possível o cuidado desse paciente. Este congresso vai agregar muito à atuação diária desses profissionais, ampliando o conhecimento sobre como manejar a doença e realizar o tratamento completo”, explica.

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Vale ressaltar que a Prefeitura mantém parceria com a UEPA, por meio do Ambulatório de Dermatologia e Hanseníase do campus, atendendo pacientes encaminhados e regulados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com acompanhamento especializado.

O Pará registrou cerca de 1.400 casos da doença em 2025, segundo dados divulgados pela Agência Pará. Em Marabá, atualmente, 79 pacientes estão em tratamento na rede municipal.

À frente da organização do congresso, a dermatologista e docente da UEPA, Dyana Melkys, destaca que a programação busca ampliar o conhecimento sobre a hanseníase e fortalecer a atuação dos profissionais de saúde.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Marabá - PA
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Dyana Melkys, Dermatologista e docente da UEPA

“É importante trazer esse olhar para a nossa região e, junto com a gestão da saúde, discutir o ensino, melhorar o atendimento e capacitar nossos profissionais para que possam oferecer um cuidado eficaz às pessoas com hanseníase”, destaca.

A programação aborda diferentes etapas do atendimento, desde o diagnóstico até casos que necessitam de cuidados hospitalares, além de promover discussões, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas entre os participantes.

Representando a Sociedade Brasileira de Infectologia, o médico infectologista Harbi Amjad Nabih reforça que o tratamento da hanseníase é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.

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Harbi Amjad Nabih, médico infectologista

“O paciente diagnosticado pode realizar o tratamento gratuitamente pela rede pública, independentemente de o diagnóstico ter sido realizado em um serviço público ou privado e a realização do congresso em Marabá também contribui para a educação continuada das equipes de saúde e para a integração entre profissionais, instituições de ensino e gestão pública em Marabá e região e disseminação dessas informações que muitas vezes a sociedade não sabe”, finaliza.

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Texto: Sávio Calvo
Fotos: Paulo Sérgio e Carlos Rapharazzo

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