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Alunos da Escola Maria Emmelina aprendem sobre os riscos do cerol

Atividades sobre o folclore brasileiro envolveram estudantes do 1º ao 5º ano e reforçaram a importância de brincar com segurança

28/08/2026 às 15h21
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Rio Preto - SP
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Arthur Merlotti / SMCS
Arthur Merlotti / SMCS

É muito comum olhar para o céu e encontrar uma pipa colorindo o azul lá no alto. Para crianças e adolescentes, soltar pipa é sinônimo de diversão. Mas, quando a linha recebe cerol ou outros materiais cortantes, a brincadeira pode se transformar em um risco grave, e até fatal.

Nos últimos meses, a região registrou casos de pessoas feridas e até mortes provocadas por linhas cortantes. Além de colocar em risco quem está soltando a pipa, o cerol pode atingir motociclistas, ciclistas e pedestres.

Em São José do Rio Preto, a utilização de cerol em linhas de pipas é proibida pela Lei Municipal nº 10.842/2010. Já a Lei Municipal nº 12.683/2017 proíbe a fabricação, comercialização e distribuição de “linha chilena” e artefatos similares no município. Usar cerol é crime e o responsável pode responder por crime de homicídio.

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E é justamente para conscientizar desde cedo sobre esses perigos que os 480 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Maria Emmelina Roquette Verdi, no Jardim Campo Belo, aprenderam, de forma leve e divertida, que brincar também é saber se proteger.

Durante o mês de agosto, as crianças participaram de uma série de atividades sobre o folclore brasileiro. Entre as propostas, as pipas ganharam destaque, unindo criatividade, cultura e aprendizado. Ao mesmo tempo em que colocaram a mão na massa para produzir seus próprios brinquedos, os estudantes conheceram os riscos das linhas cortantes e refletiram sobre a importância de escolher formas seguras de brincar.

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“Aprendi que o cerol é muito perigoso e pode causar acidentes graves. Por isso, também conversei com o meu irmão para ele não usar cerol quando for soltar pipa.” Ana Laila Oliveira dos Santos, 10 anos, 5º ano A

“Aprendi que o cerol pode causar acidentes graves e até levar pessoas para o hospital. É algo muito perigoso e que pode até causar mortes.” Odair Matheus Lima Batista, 10 anos, 5º ano A

“Aprendi sobre o folclore, as diferentes culturas, os personagens e as brincadeiras. Também aprendi que o cerol pode causar machucados graves e, quando enrosca nos fios, pode provocar outros problemas.” Isabelle Beatriz dos Santos, 11 anos, 5º ano A

Para além das pipas e capuchetas ou capuchos, uma pipa simples de formato triangular, também foram desenvolvidos murais com artes, textos, colagens e poemas com temáticas do folclore e o perigo das linhas cortantes.

A diretora da escola, Monica Fernanda Salles, explica que o projeto surgiu a partir da preocupação com acidentes provocados pelo uso de cerol, tema que ganhou destaque em reportagens veiculadas no mês de julho. A proposta foi levada à equipe pedagógica e passou a ser trabalhada de forma transversal, articulando conteúdos e habilidades previstos para cada etapa de ensino com o estudo do folclore, dos brinquedos e das brincadeiras populares. Como a pipa é uma presença frequente no território onde a escola está inserida, o projeto deu ênfase à brincadeira e à conscientização sobre os riscos do cerol. “Foi muito rico, sem dúvida. As crianças tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura popular, vivenciar a brincadeira e, ao mesmo tempo, refletir sobre a importância de não usar o cerol”, afirmou.

O encerramento da programação aconteceu nesta sexta-feira, 29/8. Aproveitando o dia de sol e vento, a escola promoveu um momento de confraternização, em que os alunos puderam soltar as pipas produzidas durante as atividades e levar para o céu a mensagem que a diversão deve andar junto com a segurança.

Texto/Colaboração:Arthur Carraro

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