
Uma história pode despertar a imaginação. Uma brincadeira pode revelar novos movimentos. Cores, sons, materiais, elementos da natureza e os diferentes espaços da escola se transformam, diariamente, em oportunidades para investigar, criar, descobrir e aprender.
É a partir dessas experiências que a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Rio Preto celebra, nesta terça-feira, 25 de agosto, o Dia Nacional da Educação Infantil. Nas escolas municipais, o cotidiano das crianças é organizado a partir de propostas que reconhecem o brincar e as interações como eixos fundamentais para o desenvolvimento e a aprendizagem, conforme preconiza a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As quase 17 mil crianças entre quatro meses e cinco anos da rede municipal de educação são atendidas em 90 unidades escolares e em outras 13 creches parceiras.
Os chamados contextos de exploração podem surgir em diferentes espaços e situações: na descoberta de novas texturas e materiais, nas brincadeiras que desafiam os movimentos do corpo, nas histórias, nas produções artísticas, no contato com a natureza e nas relações construídas com outras crianças e adultos.
Essas vivências dialogam com os cinco campos de experiências previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; e Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
“Na Educação Infantil, reconhecemos a criança como protagonista do seu processo de aprendizagem. É por meio das brincadeiras, das interações e das experiências vividas nos diferentes contextos que ela explora o mundo, se conhece, estabelece relações, expressa suas ideias e constrói novos conhecimentos. Nosso compromisso é garantir espaços acolhedores, desafiadores e ricos em possibilidades, respeitando os tempos, as singularidades e as potencialidades de cada criança”, afirma a secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri.

Na Escola Municipal Dunalva do Amaral Farath, na Vila Azul, os projetos desenvolvidos ao longo do período têm proporcionado oportunidades de aprendizagem, participação e construção coletiva.

Entre as propostas, destacam-se as ações voltadas à valorização cultural, especialmente os contextos relacionados à africanidades. As crianças têm a oportunidade de conhecer, reconhecer e valorizar diferentes histórias, identidades, saberes e manifestações culturais, além de compreender as contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros para a formação da sociedade brasileira.
A aprendizagem também acontece com as mãos na terra. Na horta da escola, as crianças participam do cultivo e do cuidado de diferentes ervas, acompanhando o crescimento das plantas e conhecendo suas possibilidades de uso. O momento da preparação dos chás é sempre muito aguardado pela turma. A experiência aproxima os estudantes da natureza e favorece reflexões sobre alimentação, meio ambiente e hábitos mais saudáveis.
Os espaços da unidade também fazem parte do processo educativo. Paredes, painéis e outros ambientes da escola ganham cores e novos significados a partir das produções das próprias crianças. Os registros tornam visíveis os percursos de aprendizagem, valorizam o protagonismo infantil e contribuem para a construção de uma escola acolhedora e construída coletivamente.
Esta iniciativa contempla os itens 3, 4, 10 e 18 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Saúde e Bem-Estar (3), Educação de Qualidade (4), Redução das Desigualdades (10) e Igualdade Étnico-Racial (18). Conheça a Agenda 2030: brasil.un.org/pt-br/sdgs .
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