Megaobra brasileira de R$ 11,6 bilhões começa a erguer em capital do Nordeste uma das maiores pontes da América Latina para ligar a capital a uma ilha
Megaobra brasileira de R$ 11,6 bilhões começa a erguer em capital do Nordeste uma das maiores pontes da América Latina para ligar a capital a uma ilha
15/08/2026 11h27
Por: RedaçãoFonte: Agência O Antagonista
Megaobra brasileira de R$ 11,6 bilhões começa a erguer em capital do Nordeste uma das maiores pontes da América Latina para ligar a capital a uma ilha.
O projeto combina ponte, túneis, viadutos e novos acessos nas duas margens.
A Ponte Salvador–Ilha de Itaparica entrou em fase de obras com orçamento de R$ 11,6 bilhões. A travessia terá 12,4 km sobre a Baía de Todos-os-Santos e ligará Salvador, na Bahia, a Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. O trabalho começou por estruturas de apoio e acessos que antecedem a elevação do corpo principal sobre a baía.
O que já começou na Ponte Salvador–Ilha de Itaparica?
O trabalho não se resume ao tabuleiro por onde os veículos passarão. Antes da estrutura principal avançar sobre a baía, o projeto exige canteiros, acessos e bases capazes de receber equipamentos pesados em uma frente de obra com quilômetros de extensão.
Megaobra de R$ 11,6 bilhões começa a erguer em Salvador uma das maiores pontes da América Latina para ligar a capital à Ilha de Itaparica
Qual será o tamanho da nova ponte?
A ponte terá 12,4 km sobre a água e foi dividida em 3 grandes trechos. A documentação da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste classifica a estrutura como a maior da América Latina sobre lâmina d’água.
O traçado reserva 4,6 km para a aproximação pela ilha, 6,9 km pelo lado de Salvador e 0,9 km para o trecho estaiado, que chega a 85 metros acima do nível do mar. Os cards resumem a função de cada parte:
Como uma ponte de 12,4 km será construída sobre a baía?
A construção começa com uma estrutura provisória paralela ao traçado da ponte. A mesma documentação oficial prevê uma plataforma de apoio de 12 km, criada para estabilizar máquinas, transportar materiais e dar acesso às frentes de serviço sobre a água.
Essa base temporária permite que a obra avance de forma contínua sem depender apenas de embarcações para cada operação. O trecho estaiado, por sua vez, preserva um corredor alto para a passagem de navios de grande porte.
Na prática, a sequência reúne funções diferentes:
Base de apoio: cria uma faixa fixa para máquinas, materiais e trabalhadores.
Fundações: transferem o peso da ponte para as camadas resistentes abaixo da baía.
Estrutura elevada: forma os trechos de aproximação entre as duas margens.
Vão estaiado: mantém a passagem de grandes embarcações pelo canal central.
Quem quer acompanhar os bastidores e o impacto de megaprojetos no país, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Colosso Obras, que conta com mais de 840 visualizações, onde a equipe do canal mostra a engenharia e os detalhes da ponte ligando Salvador à Ilha de Itaparica:
O que muda nos acessos de Salvador e da Ilha de Itaparica?
A ponte faz parte de um sistema rodoviário maior, e não termina nas duas cabeceiras. O projeto oficial do Sistema Viário Oeste inclui túneis, viadutos, nova variante rodoviária e intervenções na BA-001.
Em Salvador, os acessos alcançarão a Via Expressa e a região portuária. Na ilha, as obras seguirão em direção à Ponte do Funil. Cada frente terá uma função diferente para distribuir o tráfego:
Quando a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica deve ficar pronta?
A conclusão do sistema está prevista para junho de 2031. O cronograma oficial do projeto, apresentado na seção anterior, fixa esse horizonte para a entrega dos serviços previstos no sistema viário.
Até lá, a execução precisa combinar a ponte principal com os acessos de Salvador, as intervenções na ilha e as ligações rodoviárias previstas no contrato. Isso explica por que o empreendimento é tratado como um sistema viário completo e não apenas como uma travessia sobre o mar.
Quando o conjunto estiver concluído, Salvador terá uma ligação rodoviária direta com a Ilha de Itaparica.