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Feira Mulher do Norte transforma empreendedorismo em rede de apoio e enfrentamento à violência contra a mulher
26ª e 27ª edição da feira oferece oportunidade, renda e suporte a mulheres empreendedorasNaiara participa pela segunda vez da Feira Mulher do Nort...
10/08/2026 15h57
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO

Muitas vezes, a violência contra uma mulher deixa marcas que não aparecem no espelho. Algumas ficam no corpo, outras na autoestima, e até na saúde emocional. A violência também pode tirar oportunidades, interromper sonhos e criar uma dependência financeira que torna ainda mais difícil recomeçar. Mas, para muitas mulheres, encontrar uma rede de apoio e conquistar a própria renda pode ser o primeiro passo para recuperar a liberdade.

Foi assim para Naiara Amorim, empreendedora que hoje transforma sua história de superação em inspiração para outras mulheres. Depois de viver uma relação marcada pela violência, ela encontrou no trabalho, nos estudos e no empreendedorismo caminhos para reconstruir a própria trajetória.

“Eu sofri violência no primeiro casamento e foi muito difícil. Para mim, é um milagre estar aqui hoje, podendo trabalhar e estudar. Sou universitária de Educação Física e me formo agora, e já no ano que vem me formo em Fisioterapia. É a partir das feiras que participo que consigo tirar parte do meu sustento, então sou muito grata a isso aqui.”

Cláudia Closs participou pela primeira vez da iniciativa

Mãe atípica, estudante e dona do seu próprio negócio, Naiara participa pela segunda vez da Feira Mulher do Norte, realizada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e conta que, além de boas vendas, encontrou no espaço algo que vai muito além da oportunidade de comercializar seus produtos: o acolhimento.

“Para mim, como empreendedora e mãe atípica, essa é uma rede de apoio muito boa, porque a gente não tem local fixo para trabalhar, a não ser em casa. Quando se é mãe atípica, fica mais difícil. Então, querendo ou não, é um apoio que as mulheres do Norte dão para a gente. É muito bom”, afirmou com um sorriso no rosto.

Histórias como a dela, se encontram com a de tantas outras mulheres que enxergam no empreendedorismo uma possibilidade de autonomia.

Foi isso que chamou a atenção de Cláudia Closs, que participa pela primeira vez da iniciativa. Embora já tenha experiência com feiras há muitos anos, ela encontrou na proposta da Mulher do Norte um significado diferente.

Iniciativa gerou um espaço de comercialização, convivência e fortalecimento de vínculos

“Há muitos anos a gente faz feira, mas essa é a primeira vez participando da Feira da Mulher do Norte. O nome e o objetivo dela me chamaram atenção. Promover espaços para mulheres empreendedoras é um avanço muito grande, que fortalece, valoriza e incentiva a independência financeira”.

Isso prova que, mesmo diante das dificuldades existem caminhos possíveis para recomeçar. Quando uma mulher consegue gerar sua própria renda, ela não está apenas vendendo um produto: está fortalecendo sua autonomia, ampliando suas possibilidades e criando novas perspectivas para si e para sua família.

Esse foi um dos principais objetivos da 26ª e 27ª edição da Feira Mulher do Norte – Mãos que Movem Nossa Terra, realizada em alusão ao Agosto Lilás e aos 20 anos da Lei Maria da Penha. A iniciativa gerou um espaço de comercialização, convivência e fortalecimento de vínculos, reforçando que o enfrentamento à violência também passa pela construção de oportunidades.

Para a Diretora de Políticas Públicas para Mulheres, Lena Assis, fomentar o empreendedorismo feminino é uma forma concreta de ampliar a autonomia e fortalecer a rede de proteção.

Para Lena Assis, fomentar o empreendedorismo feminino é uma forma concreta de ampliar a autonomia e fortalecer a rede de proteção

“Hoje, são em média 78% de mulheres que sofrem algum tipo de violência tem o fator financeiro comprometido, então promover a Feira com esse propósito é fundamental nesse momento. Nosso foco é oferecer liberdade financeira a elas. Quando uma mulher tem a oportunidade de trabalhar, gerar sua própria renda e ocupar espaços, ela passa a enxergar novas possibilidades. Nosso papel é criar esses espaços, aproximar as mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas”.

O prefeito Léo Moraes também destaca que apoiar as mulheres significa investir diretamente na transformação das famílias e da sociedade.

“Quando a Prefeitura abre espaço para o empreendedorismo feminino, estamos ajudando a gerar renda, fortalecer famílias e, principalmente, garantir mais autonomia. Cada mulher que consegue transformar seu talento em trabalho e renda representa uma história de independência que merece ser incentivada.”

Mais do que uma feira, a iniciativa mostra que políticas públicas podem alcançar a vida real de diferentes formas. O fomento ao empreendedorismo feminino contribui para ampliar a renda familiar e fortalecer pequenos negócios que carregam histórias, culturas e tradições. Também contribui para que cada vez mais mulheres possam escolher seus próprios caminhos e escrever novas páginas de suas histórias.

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Texto: Letícia RegisFoto: Erisson Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)