Cidades Rio Preto - SP
Mulheres na GCM são sinônimo de qualificação e equilíbrio
Presença feminina cresce e evolução da corporação reflete comprometimento e talentos das agentes de segurança
03/08/2026 18h00
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Rio Preto - SP

Se tem uma ideia que ficou no passado é aquela sobre mulher ser frágil. Sensível, eventualmente, mas com certeza forte. Uma força, inclusive, crescente dentro da Guarda Civil Municipal, que registra o aumento da presença feminina dentro da corporação.

Das cem vagas inicialmente previstas no edital (nº 01/2024) do Concurso Público para admissão na GCM, 27 são ocupadas por mulheres. O número é o dobro se comparado ao total da primeira turma, em 2006, quando 10 mulheres foram aprovadas para as 75 vagas disponíveis.

Quem vem ajudando a construir essa história é a subinspetora Cinira Martins Borges de Souza. Natural de São Bernardo do Campo, chegou a Rio Preto justamente no período em que foi aberto o primeiro concurso para a Guarda. O interesse pela área jurídica e pela segurança pública a levou a ingressar na carreira, iniciando uma trajetória marcada pela busca permanente por conhecimento.

“Ao longo dos anos, me formei em Pedagogia, Direito e Segurança Pública Municipal, além de concluir pós-graduações em Gestão em Segurança Pública, Processo Penal e Direito Penal. Acredito que o investimento contínuo em qualificação foi determinante para assumir novas responsabilidades dentro da corporação”, avalia.

Cinira alcançou um marco histórico: tornou-se em 2016 a primeira mulher oriunda da própria GCM a assumir o comando da instituição. Até então, a função era ocupada por profissionais externos à força.

“Acredito que a maior contribuição do nosso comando foi a implantação do escalonamento hierárquico, o reforço da disciplina e da organização interna, que buscaram garantir que cada integrante compreendesse seu papel. Com isso, consolidamos uma Guarda cada vez mais próxima da população, fortalecendo o policiamento comunitário e a relação de confiança entre os agentes e os cidadãos”, avalia, lembrando da parceria com o então subcomandante Marcos José Boaventura, hoje à frente da tropa.

Recentemente, Cinira foi a coordenadora do Curso de Formação Especializada da GCM, que acaba de preparar cerca de 150 novos agentes.

A GCM Nathália Pomenêna Silveira faz parte da terceira turma, quando houve o maior salto no número de mulheres ingressantes (de 11 em 2012 para 27 em 2016).

Inicialmente, a bacharel em Direito não imaginava atuar na segurança pública, mas viu no concurso uma oportunidade para se preparar através da vivência cotidiana. Logo nos primeiros plantões, ao atuar no patrulhamento operacional, descobriu sua vocação e decidiu dedicar integralmente sua carreira à Guarda.

“É verdade que em todas as corporações de segurança o ambiente é mais masculino. Mas o que vemos na prática é um equilíbrio. Ainda que não sejamos necessariamente fisicamente mais fortes, costumamos ter mais tato para lidar com as situações. E essa mediação faz toda a diferença”, avalia. Para ela, nada é mais significativo que proporcionar a sensação de segurança à população.

Instrutora na disciplina Patrulhamento Operacional durante a Formação, Nathália tem ouvido de futuras GCMs que a representatividade das 33 agentes mulheres que hoje vestem a farda azul marinho foi determinante para desejarem também alcançar esse posto.

Presença feminina cresce na GCM E 27 novas agentes devem integrar a força. Foto: Marcos Morelli

A jovem Patrícia Martins é uma dessas alunas e anseia somar forças à corporação e, consequentemente, às mulheres que a compõem. “Atuei na advocacia, na frente da Justiça, e não me sentia realizada. Agora, quero atuar na segurança pública e contribuir de forma direta com a proteção da sociedade”, compartilha.

Já Lucilene Dornelas, mãe de três filhos com idades de 18, 11 e 7 anos, e colega da 4ª turma de Patrícia, busca ser exemplo, transmitir o valor da segurança e o ideal de servir e proteger a comunidade.

“Acredito que a sensibilidade e a empatia femininas são diferenciais que agregam no atendimento e no acolhimento, principalmente quando ocorrências envolvem mulheres”, pondera.

Números relevantes

Esta iniciativa contempla os itens 4, 5, 10 e 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade (4), Igualdade de Gênero (5), Redução das Desigualdades (10) e Paz, Justiça e Instituições Eficazes (16). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs .