
A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo, uma doença viral grave e altamente contagiosa. Por isso, é importante manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre as crianças.
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo emitiu, na semana passada, um alerta após a confirmação de 15 casos da doença no estado neste ano. O documento traz orientações aos profissionais de saúde e da educação para o fortalecimento das ações de vigilância e prevenção.
Apesar de não registrar casos de sarampo desde 2020, Araçatuba está com a cobertura vacinal abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, a cobertura está em 83,71% na primeira dose, enquanto a segunda dose está em 64,69%.
Vacinação de rotina
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), a primeira dose da vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses de idade. A segunda dose deve ser aos 15 meses, preferencialmente com a tetraviral, que inclui a proteção contra a varicela.
Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina, enquanto a população de 30 a 59 anos deve ter pelo menos uma dose ao longo da vida. Trabalhadores da saúde também devem ter duas doses do imunizante. A vacina não é recomendada para gestantes e imunossuprimidos.
“É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário”, pediu a diretora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Cestaro.
As salas de vacinas das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Já as unidades Morada dos Nobres, Planalto, Umuarama 2, Jardim TV, Etheucle Turrini e São José atendem em horário estendido, aplicando as doses até as 22h.
Prevenção
A médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde, Heloysa Liberatori Gimaiel, lembra que não existe medicamento específico para tratar o sarampo. “Por isso, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo, evitando que ele volte a se espalhar”, ressaltou.
A doença é transmitida por meio do contato direto com gotículas respiratórias expelidas por uma pessoa infectada quando ela tosse, espirra ou fala. O vírus causa febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite, podendo evoluir para casos graves, como pneumonia, encefalite e até óbito.
“Além de prevenir o adoecimento, quando toda a comunidade é vacinada, pessoas que não podem se vacinar, como imunossuprimidos, acabam sendo protegidas também. Manter a cobertura vacinal elevada é fundamental para evitar a reintrodução da doença no município”, completou Heloysa.