
Até as 13h10, as maiores rajadas registradas foram de 117 km/h em Taquarituba, 111 km/h em Itanhaém, 96,8 km/h em Itaporanga, 88,6 km/h em Itaberá, 83,7 km/h em Santos, 75,2 km/h em Queluz, 70,2 km/h em Registro, 60,8 km/h em Caraguatatuba e 60,5 km/h em Arandu.
De acordo com o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza, as condições previstas já provocam impactos em diferentes municípios. “Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. Já temos chamados de ocorrência para quedas de árvores e destelhamentos de imóveis. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”, afirmou.
Desde a manhã desta quarta-feira, o Governo de São Paulo mantém mobilizado o Gabinete de Crise para acompanhar a passagem da frente fria , prevista para atuar no estado entre quarta (29) e quinta-feira (30). O órgão reúne representantes das principais instituições estaduais, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores, polícias e Corpo de Bombeiros para monitorar a evolução das condições meteorológicas e coordenar a resposta às ocorrências.
A atuação integrada permite identificar rapidamente eventuais necessidades dos municípios e mobilizar recursos estaduais conforme a evolução do cenário. Além da Região Metropolitana de São Paulo e do litoral, onde as rajadas de vento podem chegar a 90 km/h, o restante do estado também permanece em alerta.
Segundo a Defesa Civil, a frente fria também pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas. A combinação desses fenômenos eleva o risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em estruturas vulneráveis, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos na mobilidade urbana. No litoral, o avanço do sistema também aumenta o risco de ressaca e agitação marítima, com possibilidade de impactos nas operações portuárias da Baixada Santista.
Recomendações à população
Durante o período de instabilidade, a Defesa Civil orienta que a população redobre a atenção. “Não fique perto de estruturas de metal, não fique perto de árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais”, reforçou o porta-voz.
Além disso, objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas devem ser recolhidos ou fixados para evitar que sejam arremessados pelos ventos. Nas rodovias, os motoristas devem redobrar a atenção diante da possibilidade de queda de árvores, objetos sobre a pista e redução da visibilidade durante as pancadas de chuva.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil permanecerá acompanhando a evolução da frente fria e poderá emitir novos alertas conforme a intensificação das condições meteorológicas.
Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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