Terça, 21 de Julho de 2026
19°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Cidades Pernambuco

Superfungo em Pernambuco: surto no Hospital Otávio de Freitas é considerado controlado, diz Apevisa

Superfungo em Pernambuco: surto no Hospital Otávio de Freitas é considerado controlado, diz Apevisa

21/07/2026 às 18h26
Por: Redação Fonte: Agência Diário de Pernambuco
Compartilhe:
Superfungo em Pernambuco: surto no Hospital Otávio de Freitas é considerado controlado, diz Apevisa

Superfungo em Pernambuco: surto no Hospital Otávio de Freitas é considerado controlado, diz Apevisa.

 

Informação foi apurada em primeira mão pelo Diario de Pernambuco. Entre 2025 e 2026, 12 casos do superfungo Candida auris foram confirmados no estado.

O surto do superfungo Candida auris no Hospital Otávio de Freitas (HOF), em Tejipió, na Zona Oeste do Recife, foi totalmente controlado. A situação foi reconhecida neste mês de julho pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e confirmada pelo Diario de Pernambuco.

Continua após a publicidade
Anúncio

No estado, o primeiro caso da C. auris foi confirmado em janeiro de 2022. De lá para cá, 99 casos registrados foram contabilizados em território pernambucano, segundo a Apevisa. Do total, 24 casos foram no HOF. O último registro na unidade foi no mês de janeiro.

“A gente considera controlado o monitoramento do surto quando tem mais de seis meses sem a ocorrência de novos casos na unidade. É uma recomendação e normatização que alinha as diretrizes da Anvisa, da Apevisa e do próprio hospital”, explica a Fiscal de Vigilância Sanitária e chefe da Unidade de Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente, Patrícia Lima.

Continua após a publicidade
Anúncio

Ao Diario, ela conta que, além do HOF, um hospital particular de Petrolina, no Sertão, também teve o quadro da C. auris controlado.

Superfungo

O superfungo Candida auris é conhecido por ser muito resistente aos medicamentos utilizados para tratar infecções fúngicas, e sua identificação exige métodos laboratoriais específicos.

“É um fungo que tem uma barreira, a gente chama de um biofilme. Ele fica resistente aos processos de limpeza, de desinfecção. Esse é o maior desafio”, comenta a Fiscal de Vigilância Sanitária.

O C. auris foi detectado pela primeira vez no Japão, em 2009. No Brasil, o primeiro surto aconteceu em Salvador, em 2021, com a superlotação dos hospitais em virtude da pandemia da COVID-19.

O fungo auris não representa riscos para pessoas saudáveis. A infecção não é apontada como causa direta de mortes, mas pode intensificar complicações em pacientes graves. Segundo Patrícia Lima, não há registro de óbitos diretamente causados pelo superfungo em Pernambuco.

“O estado de Pernambuco permanece com a vigilância ativa para todos os casos. Temos bons laboratórios dentro da rede hospitalar, que conseguem fazer a identificação precocemente, e isso facilita para que a disseminação desse microrganismo não seja aumentada. Identificando rapidamente, a gente consegue implementar medidas de prevenção e controle de forma mais efetiva para controlar surtos”, finaliza Patrícia Lima.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Veja também