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Keiko Fujimori é declarada vencedora das eleições presidenciais no Peru

Keiko Fujimori é declarada vencedora das eleições presidenciais no Peru

Redação
Por: Redação Fonte: Reuters
03/07/2026 às 19h13
Keiko Fujimori é declarada vencedora das eleições presidenciais no Peru

Keiko Fujimori é declarada vencedora das eleições presidenciais no Peru.

 

Keiko obteve 50,135% dos votos no segundo turno, realizado em 7 de junho, e garantiu o cargo mais alto do país em sua quarta candidatura à Presidência.

Após semanas de análise de votos contestados, protestos e acusações de fraude em uma disputa acirrada, a conservadora Keiko Fujimori foi oficialmente declarada vencedora da eleição presidencial do Peru pelo órgão eleitoral do país nesta sexta-feira.

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Keiko obteve 50,135% dos votos no segundo turno, realizado em 7 de junho, e garantiu o cargo mais alto do país em sua quarta candidatura à Presidência. Ela superou o senador de esquerda Roberto Sánchez, que teve 49,865% — uma diferença de cerca de 50 mil votos em um universo de 18 milhões.

A margem estreita representa uma reviravolta em relação à derrota apertada que Keiko sofreu em 2021, quando perdeu por cerca de 45 mil votos para o ex-presidente de esquerda Pedro Castillo. Castillo sofreu impeachment e foi preso após tentar dissolver o Congresso em 2022.

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Sánchez era visto como herdeiro político de Castillo e afirmou que não reconhecerá o governo de Keiko Fujimori, após alegar fraude eleitoral sem apresentar provas. Apoiado principalmente por eleitores das regiões rurais do Peru, ele liderou a disputa no início da apuração e também venceu, por pequena margem, entre os votos contabilizados no país. O senador organizou marchas contra o resultado e apresentou uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para contestar a eleição.

Keiko, por sua vez, foi impulsionada pelo eleitorado da região metropolitana de Lima e também venceu com folga entre os votos registrados no exterior, o que acabou garantindo sua vitória.

A disputa acirrada e prolongada expôs a profunda polarização do país e a turbulência política que levou à queda de vários presidentes na última década.

Vitória de Keiko recebe apoio de líderes da direita

Quando assumir o poder, em 28 de julho, Keiko será a décima presidente a tomar posse no Peru desde o início de 2016. Ela sucederá o presidente interino José Balcazar, que assumiu em fevereiro após uma série de destituições presidenciais por acusações de corrupção ou abuso de poder.

A vitória de Keiko Fujimori reforça a guinada à direita na América Latina, e outros líderes conservadores da região, entre eles Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Nayib Bukele, de El Salvador, já parabenizaram a presidente eleita.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também felicitou Keiko em comunicado divulgado na terça-feira, afirmando que o governo do presidente Donald Trump espera aprofundar a cooperação em áreas como segurança, investimento e comércio.

A vitória também foi bem recebida pelos mercados, que haviam sido abalados pela possibilidade de uma vitória de Sánchez. Na quinta-feira, a Moody’s publicou um relatório afirmando que um governo Keiko Fujimori preservaria a continuidade das políticas econômicas, reforçaria a confiança dos investidores e ajudaria o país a sustentar o crescimento.

Segundo a agência, isso também poderia ajudar a destravar projetos de mineração paralisados no Peru, terceiro maior produtor de cobre do mundo.

Dinastia polêmica

Keiko, de 51 anos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país com mão de ferro entre 1990 e 2000 e ficou conhecido por derrotar insurgentes maoistas e controlar a hiperinflação.

Mas os Fujimori seguem sendo uma dinastia controversa no Peru. Alberto cumpriu 16 anos de prisão por violações de direitos humanos, e Keiko passou anos sob investigação por supostas irregularidades no financiamento de campanha, em casos arquivados no ano passado. Ela também ficou em prisão preventiva em duas ocasiões, entre 2018 e 2020, somando quase um ano e meio detida.

Keiko terá agora a tarefa de tentar unir um país polarizado, com um Congresso fragmentado e historicamente inclinado a destituir presidentes. O Peru também enfrenta uma forte desigualdade econômica entre a capital, Lima, e as áreas rurais, onde protestos intensos e confrontos com forças de segurança deixaram mais de 60 mortos após a queda de Castillo.

Essas regiões também formavam a principal base de apoio de Sánchez. Seu partido, Juntos pelo Peru, tem a segunda maior bancada no Congresso, enquanto o partido de Keiko detém o maior número de cadeiras.

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